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30 anos da última passagem do Cometa Halley

Figura 01: Órbita do cometa Halley.

Nesta última segunda-feira, dia 11 de abril, completaram-se exactos      30 anos que o Cometa Halley passou mais perto da Terra (foram 63 milhões de quilómetros). Este cometa se tornou muito conhecido, afinal, foi o primeiro a ser classificado como periódico. Seu período é aproximadamente de 75 anos. A próxima aparição do Halley está prevista para daqui  45 anos, no caso, 2061.

Mas afinal, por onde o Halley anda? Ele está a uma distância aproximada de 5.091,8 milhões de quilómetros e está a se aproximar a uma velocidade de 1454 km/s.

Figura 02: Localização actual do Cometa Halley. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins- NEPA/UEA/CNPq.
Figura 02: Localização actual do Cometa Halley. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins- NEPA/UEA/CNPq.

Quando o Cometa Halley voltar a passar próximo de nosso Planeta, Parintins poderá vê-lo na constelação de Leão.

Há duas chuvas de meteoros que são associadas ao Halley, a saber: a   ξ-Aquarids e a Orionids. Embora o cometa esteja muito distante de nós agora, na última vez que Halley esteve próximo (em 1986) ele deixou vários detritos e poeira espalhados pelo caminho. A Terra passa por esses detritos, duas vezes ao ano, em maio e outubro. Quando a chuva de meteoros ξ-Aquarids atinge o seu máximo podemos observar até 50 meteoros por hora. Já a chuva de metoeoros Orionids, no seu ponto máximo, atinge a marca dos 20 meteoros observados a cada hora.

Figura 03: Cometa Halley observado pelo Telescópio Anglo-Australiano, em 1986. Crédito da imagem: AAT/Australia.
Figura 03: Cometa Halley observado pelo Telescópio Anglo-Australiano, em 1986. Crédito da imagem: AAT/Australia.

Estudos revelaram que o núcleo do Halley é redondo, porém, apresentava uma irregularidade que lembra mais a forma de um amendoim. Para conseguir uma riqueza de dados sobre o cometa, foram colocados distintos pontos de observação, citemos dois deles: as espaçonaves Giotto e Vega-2.

Figura 04: À esquerda a espaçonave Giotto e à direita o registo do Cometa Halley feito pela Giotto. Crédito da imagem: ESA.
Figura 04: À esquerda a espaçonave Giotto e à direita o registo do Cometa Halley feito pela Giotto. Crédito da imagem: ESA.
Figura 05: À esquerda a espaçonave Vega-2 e à direita seu registo do Cometa Halley. Crédito da imagem: NASA.
Figura 05: À esquerda a espaçonave Vega-2 e à direita seu registo do Cometa Halley. Crédito da imagem: NASA.

Com diferentes imagens, foi possível fazer uma reconstituição de como seria, de facto, o Cometa Halley, eis o resultado:

Figura 06: Reconstituição do Cometa Halley. Crédito da imagem: ESA.
Figura 06: Reconstituição do Cometa Halley. Crédito da imagem: ESA.

A análise dos dados (coletados em 1986) revelaram uma  nuvem rica em Hidrogénio, com uma extensão de 20 milhões de quilómetros. O gás liberado pelo Halley tem em sua composição 80% de vapor de água, algo próximo de 4% de dióxido de carbono e, o restante, basicamente é monóxido de carbono. A temperatura da superfície (voltada para o Sol) é em torno dos 60°C, valor mais que suficiente para promover a sublimação dos gases que estão nas camadas interiores do Cometa. Após ser sublimado, o gás é ejectado pelos orifícios da superfície do Halley.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD, membro do ST/Brasil, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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