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A Musicalidade Voltada ao Cômico: Abertas as inscrições para workshop Vivo EnCena em Manaus

Vivo EnCena traz para Manaus o premiado grupo paulistano Parlapatões em workshop ministrado pelo diretor teatral Hugo Possolo e pelo diretor musical Demian Pinto

Manaus – Estão abertas até o dia 14 de junho as inscrições para o Workshop A Musicalidade Voltada ao Cômico, que acontece nos dias 21, 22 e 23 de junho, no Centro Cultural Palácio da Justiça, em Manaus. A atividade é mais uma iniciativa da Vivo pelo projeto Vivo EnCena, que promove espetáculos culturais, debates e oficinas com a participação do público. O workshop ensina a desenvolver técnicas expressivas relacionadas ao canto e à utilização de recursos cômicos em cena. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas via e-mail [email protected]

O workshop será ministrado pelo diretor de teatro, circo e ópera, também dramaturgo, palhaço e ator Hugo Possolo e pelo premiado diretor e preparador musical, o pianista Demian Pinto, responsáveis pela encenação de O Burguês Fidalgo, texto de Molière, na divertida versão do grupo Parlapatões. Há três anos em cartaz, o espetáculo atualmente está em turnê por diversas capitais brasileiras e que realizará três sessões no Teatro Amazonas, em Manaus, nos dias 24, 25 e 26 de junho.

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Durante os três dias do workshop A Musicalidade Voltada ao Cômico os participantes irão trabalhar a expressão musical do canto por meio de canções cômicas e satíricas, buscando ampliar e desenvolver suas capacidades bem como inserir o contexto do teatro musical brasileiro. Todos irão vivenciar cenicamente as histórias e narrativas das canções, trabalhando diversos aspectos cômicos voltados à cena.

Além da parte prática, o workshop traz explanações sobre a História da Comédia e as teorias que envolvem o teatro cômico e popular. Para o diretor Hugo Possolo “o importante é dar a maior quantidade de informações e recursos aos participantes, visando o potencial de transformação social e cultural que este tipo de atividade pode trazer”. Hugo Possolo e Demian Pinto fazem também a narrativa de como é o processo de trabalho do grupo Parlapatões, que está completando 25 Anos de atividades com mais de 50 diferentes espetáculos de teatro e circo, apresentados no Brasil e no exterior.

“Este é o terceiro workshop promovido pelo Vivo EnCena em Manaus neste ano, o que reforça nosso compromisso com a formação de plateia e a democratização do acesso à cultura no Amazonas”, revela a diretora de Gestão Responsável e Sustentável da Telefônica Vivo, Heloísa Genish. A atividade é uma parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas com a Vivo e tem coordenação de Expedito Araujo, curador artístico do Vivo EnCena.

Vivo Transforma

O Vivo EnCena integra a plataforma Vivo Transforma, criada pela empresa em 2015 para promover a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas essencialmente à música e às artes cênicas. Em 2016, serão mais de 90 projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal, em diferentes regiões do país, com foco em transformação social, revelação de novos talentos e valorização da cultura nacional. Realizado há mais de 12 anos, o Vivo EnCena beneficia 20 estados brasileiros e tem curadoria e gestão do Teatro Vivo, na capital paulista.

O Workshop

O Brasil é um país com uma forte história de teatro musical, ligado ao Teatro de Revista e ao Circo, ambos de forte apelo popular, cuja maior matriz criativa está vinculada à comicidade. A MPB – Música Popular Brasileira tem também uma tradição de composições bem-humoradas, com letras satíricas, seja no ambiente da brincadeira carnavalesca seja na expressão da relação direta com temas sociais, políticos e comportamentais de nosso povo. Porém, essas produções teatrais e musicais nem sempre foram (ou são) devidamente reconhecidas em sua relevância artístico-cultural.

O A Musicalidade Voltada ao Cômico procura resgatar e, ao mesmo renovar, o espírito dessa tradição no intuito de reforçar aspectos culturais brasileiros que podem estar se perdendo ou se confundindo diante da crescente onda de espetáculos musicais importados da Broadway.

Trata-se de localizar nos participantes seu vínculo com as canções satíricas e paródias conhecidas para dar-lhe sentido cênico expressivo. Por meio de um trabalho prático, pretende aprofundar as raízes e estimular em cada um dos participantes o reconhecimento de seus valores artísticos. Além disso, procura propiciar a compreensão das técnicas de voz e corpo para que possam alimentar novas expressões que se utilizem desses recursos de maneira realmente expressiva.

No plano teórico, também objetiva que os participantes ganhem subsídios e sejam estimulados a conhecer mais sobre uma tradição artística tão influente na vida social como são a música e o teatro popular brasileiro.

Avançando para além dos elementos técnicos da formação de atores e cantores o workshop A Musicalidade Voltada ao Cômico é uma provocação estética no sentido de levar os participantes a uma atividade que possa interferir diretamente em seu fazer artístico, buscando aquilo que a música e o teatro têm mais transformador.

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Serviço:

Workshop Vivo EnCena: “A Musicalidade Voltada ao Cômico”

Ministrantes: Hugo Possolo e Demian Pinto

Público alvo: atores, cantores e estudantes de artes cênicas e música.

Número de vagas: 20 vagas

Data: 21, 22 e 23 de junho de 2016

Horário: das 9h às 13h.

Material do aluno: Roupas leves e confortáveis para práticas

Local: Centro Cultural Palácio da Justiça (Av. Eduardo Ribeiro, 901 – Centro)

Inscrições:

A atividade é gratuita e para maiores de 18 anos. As inscrições, abertas até o dia 14 de junho devem ser feitas através do e-mail [email protected]

No campo “Assunto” preencher com o nome do workshop. No corpo do e-mail informar dados pessoais incluindo nome completo, RG, telefones para contato e e-mails, além de citar experiência artística (É imprescindível ter noções básicas de canto, com afinação) e interesse na atividade. As vagas são limitadas, havendo seleção entre os inscritos. Os selecionados receberão e-mail e ligação telefônica no dia 15 de junho. Mais informações sobre as inscrições através do telefone e wathsapp (92) 98117-6398, com Jenniffer.

A atividade tem um programa dividido em módulos correspondentes aos três dias:

Módulo I

– Exercícios práticos de cena e canto

– Procedimentos técnicos e expressivos de canto.

– História de Comédia.

Módulo II

– Técnicas integradas de aquecimento de voz e corpo.

– Jogos de improviso com voz e corpo.

– Teorias da Comédia Popular e Musical.

Módulo III

– Desenvolvimento de recursos potenciais dos participantes em corpo e voz.

– Elaboração de cenas que incluem canto e comicidade.

– Avaliação final.

Sobre Hugo Possolo

O ator, cenógrafo, figurinista, aderecista e diretor Hugo Possolo faz questão de ser chamado de Palhaço. Formado em jornalismo, dedica-se ao Teatro desde a adolescência. Após 10 anos de teatro profissional, nos quais passou por vários grupos e pela Escola de Circo Picadeiro, começou a atuar na rua, passando o chapéu para sobreviver. Assim surgiu, no início da década de 90, o grupo teatral Parlapatões, Patifes & Paspalhões, que em 2015 completou 24 anos.

Seus espetáculos participaram dos principais festivais brasileiros: Festival Internacional de Artes Cênicas – FIAC (SP); Festival Internacional de Londrina – FILO (PR); Festival Internacional de Teatro (MG); Porto Alegre em Cena e Festival de Teatro de Curitiba (PR). Suas montagens já estiveram na Colômbia, Uruguai, Espanha, Portugal, Itália, E.U.A. e Escócia.

Em dramaturgia destacam-se os textos: Sardanapalo (93); Zèrói (94); U Fabuliô (96), representante oficial do Brasil, na Expo 98, em Lisboa; Não Escrevi Isto (98), Prêmio Shell (melhor cenografia); Farsa Quixotesca (99), escrito para o grupo Pia Fraus, Prêmio Panamco (autor e melhor espetáculo) e APCA (melhor espetáculo); Pantagruel (2001), em parceria com Mário Viana; Auto dos Palhaços Baixos (2004) e Hércules (2006).

Escreveu diversos textos voltados para crianças, entre eles: O Caso da Casa (87), em parceria com Carmo Murano; Marujo, o Caramujo, e a Minhoca Tapioca (2005); O Bricabraque (2004), que ganhou versão literária (Editora Lazuli); Parlapatões: Clássicos de Circo (2008) e Parapapá! Circo Musical (2010). Escreveu também para crianças a ópera-rock Eu e Meu Guarda-Chuva (2003), em parceria com Branco Mello,

dos Titãs, que também teve sua versão literária publicada pela Editora Globo (2004) e foi adaptada para Cinema pelo diretor Toni Vanzolini (2010).

Boa parte de seu trabalho como encenador está ligado aos Parlapatões, dirigindo e atuando em trabalhos como: Nada de Novo (92); Zèrói (95); U Fabuliô (96); Não Escrevi Isto (98); Os Mané (99); Um Chopes, Dois Pastel e Uma Porção de Bobagem (2000); As Nuvens e/ou Um Deus Chamado Dinheiro (2003); Auto dos Palhaços Baixos (2004); O Pior de São Paulo (2007); Vaca de Nariz Sutil (2008) e o Papa e  Bruxa (2009).

Coordena uma série de eventos realizados no Espaço Parlapatões, todos em sua terceira ou quarta edição, como Palhaçada Geral, Festival de Cenas Cômicas, Concurso de Poesia Falada, Mostra de Solos e Festival de Peças de UM MINUTO (2008/2011).

Foi indicado, em 98, aos Prêmios Apetesp e Mambembe (melhor ator) pela atuação em [email protected] e ao Prêmio Shell (melhor ator) pela atuação em Prego na Testa (2005). Recebeu o grande Prêmio da Crítica APCA (98) pelo evento Vamos Comer o Piolin.

Em circo, roteirizou e dirigiu Urbes (2003), com grupo Fractons. Foi Coordenador Nacional de Circo da Funarte, Ministério da Cultura (2004/2005). Foi curador do primeiro Festival Internacional de Circo, realizado em Belo Horizonte (1999). Foi curador e produtor do Encontro de Lonas: Circo Geral (2007), festival de circo nacional, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Há oito anos é curador do Festival Paulista de Circo, da Secretaria de Estado da Cultura.

Coordenou de 2006 a 2012 o Circo Roda, criado em parceria entre Parlapatões e Pia Fraus, que realizou quatro grandes produções circenses, três das quais fez roteiro e direção: Stapafúrdyo (2006); Oceano (2008) e DNA – somos todos muitos iguais (2010). Além de produzir Caravana, memórias de um picadeiro, com direção de Chico Pelúcio, roteiro de Beto Andretta e textos de Luís Alberto de Abreu. Espetáculos que atingiram 200 mil pessoas cada e circularam por mais de 20 cidades cada.

Em ópera dirigiu, para o Sesc São Paulo, A Flauta Mágica (96) e Gianni Schicchi (98); para a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Il Campanello Di Notte (2005), ambos sob regência de Abel Rocha. Para o Festival de Inverno de Campos do Jordão, dirigiu Infidelidade Fracassa (2004) de Haydn, com regência de Roberto Minczuc. Para o Teatro Municipal de São Paulo, dirigiu A Italiana em Argel (2007), sob a regência de Jamil Maluf.

Foi idealizador e produtor, em parceria com a Chaim Produções e JLeiva Cultura e Esporte, da Festa do Teatro, que em suas três últimas edições distribuiu gratuitamente mais de 100 mil ingressos de Teatro para a população paulistana e carioca.

Em 2010, integrou o elenco da série SOS Emergência, com direção Mauro Mendonça Filho, na Rede Globo.

Recentemente, em 2013, em uma parceria com o Festival Internacional de Teatro de Curitiba e o Itaú Cultural, dirigiu, atuou e escreveu, em parceria o cartunista Angeli, o espetáculo Parlapatões Revistam Angeli, com trilha sonora do titã Branco Mello. No mesmo ano, a convite da Funarte e Comissariado do Ano do Brasil em Portugal, dirigiu e atuou no Festival de Peças de Um Minuto realizado em Lisboa, com textos de autores brasileiros e portugueses. Em junho, no Sesc Pinheiros, estreou o solo Eu Cão Eu, texto seu e direção de Rodolfo García Vaz.  Em agosto, estreou com os Parlapatões o espetáculo O Burguês Fidalgo, primeira montagem de Moliére encenada pelo grupo.

Em 2014, dirige o programa Tudo pela Audiência, para o canal Multishow, com Tata Werneck e Fábio Porchat, para Floresta Produções. Ainda em 2014, atua em A Besta, de David Hirson, com direção de Alexandre Reinecke, numa coprodução dos Parlapatões com Ricca Produções e Reinecke Produções.

Em 2015 estreia no Sesc Pompéia, seu texto Até que deus é um ventilador de teto, com direção de Pedro Granato, atuando ao lado do outro fundador dos Parlapatões, Raul Barretto. No mesmo ano, vencedor do Prêmio Zé Renato, estreia Os Mequetrefe, com direção de Alvaro Assad.

É um dos idealizadores da SP Escola de Teatro, tendo atuado nela como Coordenador do curso de Direção em 2010, Coordenador de Humor em 2014 e, a partir de 2105, do de Atuação.

Escreveu artigos para Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal O Sarrafo, revista Bravo!, Revista Anjos do Picadeiro, Revista Teatro da Juventude, Palhaçada Geral e para o Parlapablog (blog oficial dos Parlapatões). Uma seleção destes textos compõe o livro Palhaço-Bomba (2009), publicado pelos Parlapatões. Publicou seu livro de poesias Excêntrico (2012), numa parceria Parlapatões e Giostri Editora. Suas peças Nóis Otário[s] (2012); Eu Cão Eu (2012) e Até que deus é um ventilador de teto (2015) foram publicadas pela Giostri Editora.

Em 2014, recebe o Prêmio Fundação Bunge em Artes Circenses, por vida e obra.

Hoje, além do grupo Parlapatões, coordena o Espaço Parlapatões, teatro que abriga encenações dos Parlapatões e de outros grupos teatrais e o Galpão Parlapatões, unidade de ensaio, pesquisa, cursos e treinamento de Teatro e Circo.

Sobre Demian Pinto

Demian Pinto músico inscrito na OMB/SP sob o n.35613. Frequentou os seguintes cursos: Dança e expressão corporal com Célia Gouveia, Interpretação teatral com Guilherme Sant’ana, Teatro do Oprimido com Luiz Vaz Brazil, Clown com Bete Dorgan, Contato e improvisação com Érika Moura, dentre outros. Em workshops, esteve presente no do Amir  Haddad( grupo Tá na Rua-RJ) e Paulo Flores ( grupo Ói Nóis Aqui Traveiz-RS). Estudou piano erudito com Neide Mello da Silva e Daniel Matos e piano popular com Clara Zarur, Paula Brandileone, Wilson Curia e  composição com Silvia Góes.  Atualmente está em cartaz com a “Ópera do Malandro” de Chico Buarque. Seus últimos trabalhos em teatro são: “Lennya” em 2008 como músico de cena (direção de Regina Galdino) , “Kabarett” como pianista e ator em 2009 (Cia. da Revista e direção de Kleber Montanheiro), “Dias Felizes” como diretor musical em 2010 (Direção de Emílio Di Biasi), ‘Ópera de Sabão”  como músico de cena em 2011 (direção Pedro Granato) , “A Tempestade” como músico de cena em 2011(direção de Marcelo Lazzaratto) , “A Dócil” como músico de cena em 2011(direção de Pedro Mantonavi) , “A estória do incrível peixe orelha” como ator e músico em 2012 (direção Kleber Montanheiro), “As desgraças de uma criança” de Martins Pena em 2013 (Direção Brian Penido) , “O Burguês Fidalgo” de Molière em 2013 (Direção Hugo Possolo), “Duas Memórias” em 2014 (Direção Alex Ratton). Em vídeo, em 2005 foi responsável pela direção musical e música original do curta-metragem “A Descoberta”. Em televisão, participou de três edições do programa “Senta que Lá Vem Comédia”: como ator e músico em “Este ovo é uma  galo”, com direção de Bete Dorgam  e “Solteira é que eu não fico”, com direção de Adriano Stuart) e na função de diretor musical, compositor e arranjador em “Caiu o Ministério”, de França Junior, com direção de Emílio Di Biasi.

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