Adolescente indígena de 13 anos é suspeito de matar colegas a pauladas em aldeia em Lábrea

Crime ocorre na Aldeia Nova Fortaleza, na zona rural do município de Lábrea

Município de Lábrea, no interior do Amazonas — Foto: Divulgação

Um adolescente indígena de 13 anos foi apreendido suspeito de matar a pauladas um colega de 17 anos dentro de uma aldeia, na zona rural de Lábrea, cidade localizada a 853 de Manaus. Os dois se desentenderam, segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por ciúmes de uma menina, quando o jovem de 13 anos passou a atacar a vítima com golpes de paulada na cabeça e no rosto.

O adolescente morto estava acompanhado de um outro amigo em um igarapé [braço de um rio] consumindo gasolina [como forma de bebida alcóolica]. Foi quando o suspeito de homicídio chegou e se juntou à dupla. Pouco tempo depois, ele passou a atacar o rapaz com pauladas até a morte.

O adolescente de 13 anos, da etnia Apurinã, foi apreendido e está internado na Cadeia Pública do município. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) propôs representação contra o jovem indígena por ato infracional análogo a homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel.

O crime ocorreu no último dia 30 de novembro, por volta das 1h. A representação só foi aberta no final desta semana, com pedido de a instauração de ação sócio educativa, a fim de que seja aplicada medida socioeducativa.

“Nessa aldeia, eles fazem isso: ingerem o álcool pela gasolina. Estavam lá, houve toda essa confusão. Estavam na bebedeira e acabou acontecendo a morte do rapaz”, comentou o capitão Catanhêde, comandante da 4ª CIPM de Lábrea.

Segundo o MP, o tio do rapaz atingido pelo agressor, relatou à polícia ter encontrado o suspeito em fuga, logo após a morte, e que, ao ver o rapaz transtornado, perguntou aonde ele ia. O menor teria dito que iria para a cidade de Lábrea, por ter assassinado a vítima, por causa de ciúmes de certa “menina”.

“O representado com vontade de matar, por motivo fútil e meio cruel, valendo-se de um pedaço de pau, desferiu golpes na vítima com tamanha brutalidade que ocasionou a sua morte”, relatou o Promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, titular de Lábrea.

Com informações do g1

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