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Advogado pede revogação de prisão de inocente acusado da morte de treinador de handebol

Por: Gerlean Brasil

Paralelo ao inquérito da Polícia Civil de Parintins para apuração da autoria da morte do treinador de handebol, Edinei Andrade da Costa, 36 anos, ocorrida na estrada da comunidade do Parananema, no dia 29 de abril deste ano, a defesa e familiares de Rômulo Monteverde Bentes de Lima, 23 anos, preso pelo crime que não cometeu, fizeram trabalho investigação. Quem encarou o desafio de provar a inocência do acusado, preso preventivamente como autor do assassinato, é o advogado Everson de Lima Conceição.

O caso exigiu uma investigação paralela ao trabalho da Polícia Civil para demonstrar, nos autos do processo de defesa, a inocência de Rômulo Monteverde. No dia 10 de maio, a defesa pediu a liberdade provisória do suspeito e apontou falhas no procedimento investigatório, na manifestação à Justiça de Parintins. “Que ele (Rômulo) não tinha cometido esse crime. Então, com tudo isso, fomos atrás de testemunhas e vítimas do mesmo cidadão indicado como assaltante. Mostramos tudo isso ao juiz”, alegou.

O advogado diz que, ao lançar luz sobre esses elementos, a Polícia Civil teve a oportunidade de capturá-los e, felizmente, para Rômulo Monteverde, um dos presos por roubo no dia 24 de maio, Ironildo da Silva dos Santos, 25 anos, confessou o crime. “Agora, já fizemos o pedido para a Justiça revogar a prisão preventiva e estamos na esperança de que ele seja liberado hoje. O Ministério Público deve se manifestar e vai passar para o juiz do caso. Vou ter uma reunião com os dois para corrigir essa falha o mais rápido possível”, declarou.

Everson de Lima Conceição avalia  a complexidade do caso, com a prisão preventiva do suspeito, pelo fato de se encontrar com a vítima no local do crime, que negou autoria e atribuiu sempre a um assaltante. “É uma situação muito difícil, porque a pessoa é julgada pela opinião pública e depois vem o trabalho árduo, que foi complicado para elucidação”, analisou o advogado. Preso, a princípio por roubo, Ironildo dos Santos assumiu a autoria da morte do treinador de handebol e entregou para Polícia Civil a arma utilizada no crime.

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