Alunos da UEA reivindicam reabertura do RU e o pagamento de bolsas acadêmicas atrasadas

Foto: Divulgação.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Os alunos do Centro de Estudos Superiores de Parintins da Universidade do Estado do Amazonas (Cesp/UEA) realizaram na manhã desta terça-feira (26), na frente da instituição, um ato simbólico em prol a reabertura do restaurante universitário (RU) que está fechado desde abril do ano passado por causa da pandemia e o pagamento das bolsas acadêmicas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e do Programa Residência Pedagógica (RP) que estão atrasadas há dois meses. Ambas as bolsas são no valor de R$ 400,00. No Pibid são cerca de 400 bolsistas e no Programa Residência Pedagógica são 144. O pagamento das bolsas é feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com recursos disponibilizados pelo Governo Federal.

Uma das pessoas que participou da reivindicação foi o acadêmico de História, Israel Tavares. Ele é voluntário do Programa Residência Pedagógica. Mesmo não sendo bolsista ele abraçou a causa de seus colegas que são e clama pela reabertura do RU onde os mais de 1.000 estudantes da UEA pagam pelo o café da manhã e merenda da tarde R$ 0,55 e pelo almoço e janta R$ 1,20. “Muitos alunos precisam desse restaurante, principalmente nesse período pós-pandemia. Muitas famílias foram dilaceradas pela pandemia, principalmente a de acadêmicos. Muitos pais faleceram, muitas pessoas da família ficaram desempregadas, então isso faz com que o aluno não consiga fazer as três refeições básicas diárias. Já escutei relatos de alunos de que não conseguem essas alimentações diárias e o RU seria pra isso, para amenizar esse sofrimento por parte dos acadêmicos e facilitar com que o alimento chegue mais rápido nas residências dos universitários”, destacou Israel.

Entre os estudantes que também foi prejudicado com o atraso do pagamento das bolsas e com o não funcionamento do restaurante universitário foi o acadêmico de Química, Igor Andrade. Igor é natural de Boa Vista do Ramos e mora na casa do estudante da UEA em Parintins. Ele é bolsista do Pibid. “Com o atraso da bolsa do Pibid a gente fica numa situação muito difícil porque o dinheiro não dá para se manter. Embora a casa do estudante dê um valor de R$ 200,00 para o contemplado, esse valor em comparação com todos custos em alimentação, materiais escolar não é o suficiente. O atraso da bolsa do Pibid tem dificultado ainda mais a nossa vida aqui porque justamente a gente precisa comprar as refeições diariamente e isso tem prejudicado muito a nossa vida acadêmica, ainda mais de nós que somos de outros municípios”, falou Igor.

A vice-gestora do Cesp/UEA, Keila Amoedo, informou que foi trocada toda a rede elétrica e feito a limpeza do local onde funciona o RU e a universidade está aguardando a empresa que ganhou a licitação feita pelo instituto em Manaus se instalar no campus para que o RU seja reaberto. Porém a reabertura do restaurante universitário segue sem data pré-definida.

“Ainda não deram uma resposta pra gente. A resposta que foi dada foi de que uma empresa ganhou a licitação e a outra havia recorrido e eles estavam aguardando essa liberação de qual empresa iria ficar realmente”, explicou Keila Amoedo.

Sobre o pagamento das bolsas, a Capes informou que os pagamentos de bolsas de formação de professores para a educação básica e de bolsas de pós-graduação são realizados em rubricas orçamentárias diferentes. Todas as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado estão sendo pagas regularmente. Em relação às bolsas do Pibid e do Programa Residência Pedagógica, os recursos necessários já foram disponibilizados pelo Governo Federal, existindo, entretanto, a necessidade de aprovação de Projeto de Lei do Congresso Nacional para a execução do orçamento.

Enquanto isso os acadêmicos seguem tendo aulas remotas por causa da pandemia e com as atividades do Pibid e do Programa Residência Pedagógica com o RU fechado e sem receberem o dinheiro das bolsas.

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