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Amazonas completa hoje 1 ano da primeira morte por Covid-19

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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O cenário pandêmico no Amazonas, um ano após o registro da primeira morte por Covid-19, se mantém preocupante, porém, com boas expectativas de melhora. Hoje, 24 de março, completa um ano da morte de Geraldo Sávio, 49 anos, a primeira pessoa a morrer vítima do novo coronavírus no Amazonas. Ele morava em Parintins e foi atendido, inicialmente, no hospital Jofre Cohen e foi encaminhado às pressas à Manaus, ao hospital Delphina Aziz, onde sofreu parada cardiorrespiratória e faleceu.

Sávio era hipertenso. Ele esteve em eventos de pesca em Manaus e Nhamundá, onde, possivelmente, contraiu ao vírus. Ao retornar à Parintins, começou a sentir os sintomas da doença no dia 15 de março de 2020. No dia 21 foi encaminhado à capital amazonense, sendo levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém não resistiu. A morte rápida do primeiro paciente parintinense assustou os moradores Parintins, que a partir da data começaram a contar os números de casos que surgiam.

Na época, a esposa de Sávio, Tatyana Vieira, também foi diagnosticada com o vírus, mas não apresentou sintomas. Um ano após o início da pandemia do novo coronavírus, ela se manifestou nas redes sociais. Segundo Tatyana, o mundo agora está mais preparado para combater a doença. “Hoje, depois de um ano de pandemia em nosso país, os médicos adquiriram mais conhecimento com o vírus, quem deras se no nosso tempo em que passamos, todos já soubessem lidar com a doença. Hoje existe muitas alternativas para evitar, para começar tratamento precoce, vacinas etc”, destacou.

Naquele período (24 de março de 2020), o Amazonas registrava apenas 47 casos confirmados de Covid-19 e contabilizava sua primeira morte. Era o terceiro estado do Brasil a ter óbitos causados pelo novo coronavírus, juntando-se a Rio de Janeiro (06 mortes) e São Paulo (40 mortes). O Amazonas iniciava naquele momento uma estatística de casos e mortes que só aumentariam. O sistema de saúde caminhava para um colapso e o Estado se tornaria o lugar com os piores índices da doença no país.

Os números hoje

Um ano após a primeira morte, o Amazonas registra números mais amenos. Dada a demora na compra e chegada das vacinas, as ações se mostram promissoras. Nesta terça-feira, 23, o Estado alcançou a marca de 521.336 doses aplicadas da vacina, sendo a unidade federativa que mais vacina no país. Na mesma data, o governador do Amazonas, Wilson Lima, assinou a compra de 1 milhão de doses da vacina Sputnik V. Através da Organização Mundial da Saúde e órgãos internacionais, o Estado continua recebemos doses das vacinas CoronaVac (Laboratório Sinovac, China) e AstraZeneca (Universidade Oxford, Reino Unido).

Em Parintins os números também são animadores. Segundo o último Boletim Oficial do município (22.03.2021), já foram vacinadas 11.545 pessoas. O hospital Jofre Cohen, referência no tratamento da Covid-19, que já chegou a ultrapassar a quantidade de leitos, possui apenas 58 pacientes internados (23.03). A queda nas estatísticas fez com que o Comitê de Combate à Covid-19 flexibilizasse as medidas de segurança, diminuindo o toque de recolher (das 20hs às 05hs), aumentando o tempo de funcionamento do comércio.

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