Amazonense Rosivaldo Cordeiro comanda roda de choro em Paris

Apesar de já estar radicado na França há, mais ou menos, 13 anos, o choro, gênero de música instrumental surgido no Rio de Janeiro, em meados do século 19, nunca teve um evento oficial realizado por um brasileiro. Até agora. 

O primeiro deles acontecerá no próximo sábado (23), data em que se comemora o Dia Nacional do Choro no Brasil e o nascimento do mestre do estilo, Pixinguinha.

Organizado pelo músico amazonense Rosivaldo Cordeiro, em parceria com o coletivo ‘Roda de Belleville’ e o Bar Moon Couer, o evento acontecerá no calçadão em frente ao Parque de Belleville, em Paris. “Faremos uma super roda aberta, coletiva e gratuita, para chegar sentar e tocar choro, como se faz tradicionalmente no Brasil. Além de celebrarmos o nascimento de um dos maiores gênios do choro, que é o mestre Pixinguinha”, comentou Rosivaldo.

Para o músico e compositor, alcançar tal feito em terras estrangeiras é algo sem precedentes, principalmente quando se tem em vista a reação negativa ao início do projeto. “Quando criei o ‘Jacobiando’, em 2005, e implementei o primeiro curso público de choro, na cidade de Manaus, recebi muitas críticas de alguns dizendo que eu estava maluco e que iria tocar música de velho. Bom, ignorei e segui em frente com meu projeto e, depois disso, o resultado a gente tem visto nos últimos anos”, afirmou Rosivaldo, ressaltando saber que está no caminho certo quando vê o Amazonas no cenário nacional e internacional do choro.

De acordo com ele, mesmo já tendo mais de uma década na França, o choro é restrito ao conhecimento dos praticantes e ouvintes do gênero. “Apesar de estarmos reforçando a cultura do choro, lá, não podemos falar em uma invasão, e sim em adoção”, disse Rosivaldo. Segundo ele, todos os anos, inúmeros franceses saem em direção ao Brasil à procura de ensinamentos e aprimoramentos nessa modalidade cultural.

Ainda assim, na visão do amazonense, ainda é preciso fazer muito mais. E adivinhe de quem será esta missão? Dele mesmo. “Acredito que vou poder contribuir bastante com meus conhecimentos. Recentemente, por exemplo, ministrei oficinas de cavaquinho e bandolim no 12º Festival de Choro de Paris, e fechamos a parceria para implementar o primeiro curso de bandolim brasileiro na grade de cursos livres oferecidos no Club Du Choro de Paris”, concluiu o músico.

Do D24

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