-Publi-A-

Antônio Andrade chama suspensão da assembleia do Boi Garantido de sabotagem política

Gilson Almeida | 24 Horas
[email protected]

O presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido (AFBBG), Antônio Andrade Barbosa, diz que a suspensão da Assembleia Geral Extraordinária do bumbá que estava marcada para as 8h deste sábado (18), na Cidade Garantido, de tentativa de sabotagem política e midiática por parte do ex-presidente do Boi do Povão, Adelson Albuquerque. A assembleia que tinha como pauta a prestação de contas anual do atual presidente foi suspensa pela juíza de direito plantonista da 1° Vara Civil e Criminal da Comarca de Parintins, Larissa Padilha, com multa de R$10.000,00 (dez mil reais) em caso de descumprimento. A Ação Anulatória foi proposta por Adelson Albuquerque.

O edital de convocação limitava a presença no evento de apenas associados que estavam quites com suas obrigações estatutárias, ou seja, com as mensalidades em dia.

“O presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido (AFBBG), Antônio Andrade Barbosa, vem a público esclarecer e repudiar a tentativa de sabotagem política e midiática que o ex-presidente Adelson Albuquerque e seu reduzido e outrora quase azulado grupo de apoiadores buscou praticar contra a Assembleia Geral do Boi Garantido. O encontro democrático que teria como pauta a prestação de contas anual da atual gestão, foi suspenso por força de liminar proposta pelo ex-presidente cujo grupo político foi derrotado na eleição passada”, diz trecho da nota assinada por Antônio Andrade.

Ainda de acordo com a diretoria do Boi Garantido, apesar do regramento estatutário assinalar que sócios em dias com suas obrigações estatutárias sãos os os que podem decidir sobre as pautas decisórias da AFBBG, o presidente Antônio Andrade comunicou, inclusive com áudio amplamente repassado nas redes sociais, que todos poderiam participar da assembleia.

Para a suspensão da assembleia, a juíza Larissa Padilha apontou o Artigo 24 do Estatuto que trata de Assembleia Geral em que “fala apenas da participação de sócios em pleno gozo de seus direitos e deveres estatutários, sem nenhum momento condicionar à adimplência de suas contribuições mensais”. Além disso, a magistrada classificou o instrumento convocatório como “ilegalidade” “haja vista a exigência de requisito não previsto no Estatuto Social, ou seja, a necessidade de que os sócios estejam quites com suas obrigações estatutárias.

A juíza solicitou da associação folclórica, no prazo de cinco dias, lista dos associados aptos a votarem e comprovação de que não houve a exclusão de associado para participar da Assembleia Geral designada a alegação de inadimplência. A magistrada advertiu ainda a possibilidade da diretoria do Boi Garantido designar nova data para a Assembleia Geral Extraordinária desde que seja respeitado os interstícios e ditames estatutários.

você pode gostar também