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Ao se vacinar, parintinense presta homenagem aos 8 membros da família que foram vítimas da Covid-19

Foto: Reprodução/Facebook.

Gilson Almeida | 24 Horas
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A jornalista parintinense Rebeca Paulain Almada, de 24 anos, ao se vacinar contra a Covid-19 neste sábado (26), levou uma plaquinha para prestar homenagem aos oito membros de sua família que foram vítimas da Covid-19, sendo a avó, o pai, cinco tios e uma prima. Na placa tinha as datas do falecimento de cada ente querido e a frase “A dose da esperança chegou, mas para eles foi tarde”.

Foto: Reprodução/Facebook.

“O sentimento é de felicidade, mas a dor é profunda na alma. Perdi meu pai, perdi minha avó, meus tios, minha prima e eles não tiveram a mesma chance que eu. Essa é a dose da esperança, essa é a dose de dias melhores e dizer para continuarem seguindo os protocolos de prevenção a Covid-19. Tenho fé em Deus que falta muito pouco para essa pandemia acabar. Vamos nos cuidar para não perdermos as pessoas que mais amamos nessa vida”, disse a jovem.

Rebeca conta que membros de sua família não fazia aglomeração e reuniões, só saíam de casa para irem ao trabalho e nesse simples ato seu tio Zomar Reis foi infectado pela Covid-19.

Com a contaminação do tio, não demorou muito para outras pessoas da família contrair a doença. O vírus ceifou a vida primeiro de Tereza Cristina, de 40 anos, dia 22 de junho de 2020. Ela chegou a relatar nas redes sociais o drama que estava passando. “Pra complicar, pneumonia viral moderada e agravante, tenho lúpus”, escreveu.

Já nesse ano, a família passou por muitos momentos difíceis onde um familiar foi morrendo em seguida do outro. Heloisa Almada, de 79 anos, faleceu dia 07 de janeiro; Heider Augusto, de 76 anos, dia 14 de janeiro; Eduardo Gomes, de 57 anos, dia 17 de janeiro; Zomar Reis, de 56 anos, dia 19 de janeiro; a matriarca Jandira Almada, de 95 anos, dia 21 de janeiro; Eduardo Jorge, de 67 anos, dia 01 de março e seu pai, o professor Gilberto Mestrinho Almada da Silva, de 61 anos, que partiu dia 14 de março. “A gente nunca imaginou que o vírus entraria para dentro de casa e iria causar a destruição que ele causou”, disse Rebeca.

Nesse momento de terror, Rebeca se via entre o hospital Jofre Cohen, referência no tratamento da Covid-19 em Parintins, o cemitério São José e na transferência de seus familiares para Manaus. A jornalista e sua mãe Marinyldes Paulain Reis também contraíram a doença e felizmente conseguiram se recuperar.

Membros da família Almada que foram vítimas da Covid-19. Foto: Divulgação.
Pai de Rebeca, o professor Gilberto Mestrinho. Foto: Divulgação.
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