Apenas 32,2% de candidaturas no AM são de mulheres nas eleições municipais de 2020

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que a cada 10 candidatos, apenas 3 são mulheres no estado.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que apenas 32,2% das candidaturas às eleições municipais de 2020 são de mulheres. Das 10.333 pessoas que registraram pedido de candidatura, 7.002 são homens e 3.331 mulheres.

Embora elas sejam a maioria do eleitorado amazonense, pelo quarto ano eleitoral consecutivo, a situação muda quando se diz respeito à quantidade de mulheres na disputa eleitoral.

Mulheres ainda são minoria entre candidatos nas eleições municipais de 2020, no AM
Pouco mais de 30% das pessoas que estão na disputa eleitoral no AM são mulheres.

O resultado que mostra os homens como maioria se assemelha às eleições em anos anteriores. Nas eleições de 2014, candidatos homens representavam 69% do total, e mulheres, 31%. Nas últimas eleições municipais, em 2016, cerca de 68,8% dos candidatos eram homens, e 31,4% eram mulheres. Em 2018, 69,1% dos candidatos eram homens, e 30,9% mulheres.

 

De acordo com a legislação eleitoral brasileira, há uma cota de, no mínimo, 30% para candidaturas de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais.

Este ano, para o cargo de prefeito, em todo o Amazonas, são 261 homens na disputa, e apenas 22 mulheres. Para o cargo de vice-prefeito, são 224 homens, e apenas 60 mulheres. Para o cargo de vereador, 6.518 concorrem, e 3.249 mulheres.

 

Na análise da pós-doutora em Ciências Sociais e Antropologia, Iraildes Caldas, o cenário é reflexo de uma luta histórica da sociedade.

“É uma realidade que acompanha as mulheres desde muito cedo. Uma luta de séculos. Infelizmente, mulheres ainda são consideradas frágeis pela maioria da sociedade. Portanto, quando elas entram no trabalho, ou na disputa por um cargo, já entram com uma inferioridade em relação aos homens, mesmo que às vezes, estejam mais preparadas”, destaca.

Segundo ela, isso só vai mudar quando houver um cuidado e uma atenção maior para a questão da desigualdade de gênero, sendo necessário fazer um trabalho de conscientização.

Com informações do g1

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