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Após três dias desaparecida, família é resgatada no Rio Andirá

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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Com problemas no motor da embarcação, a família do parintinense Raimundo Araújo, 65, passou três dias à deriva no Rio Andirá, município de Barreirinha. Eles foram resgatados neste final de semana e, nesta segunda-feira, 22, concederam entrevista ao site Parintins 24hs para relatar o drama que enfrentaram durante a trágica viagem.

Numa pequena bajara, seo Raimundo Araújo, a esposa Erian Ferreira, 31, e cinco crianças saíram de Barrierinha com destino à Parintins na quarta-feira, 17, às 11h. Durante um temporal, no início da noite, eles tiveram que encostar o barco na área próxima à Berreira do Andirá. Na manhã seguinte, o motor da embarcação parou e ficaram à deriva. Passaram mais dois dias na bajara com pouco alimento.

Raimundo conta que passaram embarcações pelo local, mas nenhuma parou para prestar socorro. Apenas um desconhecido numa canoa que ajudou a família com peixes e farinha. Ele conta que viveu momentos desesperadores com a família. “A situação que foi mais difícil foi na hora do temporal, que nós passamos, ainda tava caminhando pras seis horas da tarde. Daí que foi a coisa mais difícil pra nós e já nos do último dia também, que ninguém tinha mais nada, aí a situação tava se tornando mais difícil ainda”, relatou.

Em Parintins, os filhos adultos de Raimundo o aguardavam. Após horas sem notícias, eles se mobilizaram e foram às redes sociais para expor o caso e pedir ajuda. Nayron Teixeira, 31, filho do senhor Raimundo, conseguiu informações de pessoas que navegaram pelo local e viram a bajara à beira do rio. Ele decidiu ir em resgate ao pai, os encontrando na noite de sexta-feira. “Foi um choque pra todo mundo. Conseguimos chegar lá no local onde eles se encontravam era umas oito horas da noite. Uma situação de desconforto total. As crianças com fome, pedindo comida. Consegui amarrar a bajara junto e viemos embora. Chegamos aqui por volta das uma hora da madrugada”, conta Nayron.

Em situação de vulnerabilidade social, a família mora na própria bajara. A comissão de moradores do Residencial Parintins, sabendo do caso, ofereceu, provisoriamente, uma casa, além de mobilizarem-se para arrecadar alimentos à família. Profissionais do Centro de Referência da Assistência Social, CRAS, acompanha o caso.

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