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‘Aquele canto vai sentir muita falta’, diz jornalista sobre a morte de Oseas Vasconcelos

Foto: Divulgação.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Morreu na manhã desta sexta-feira (19/02) o empresário Oseas Souza Vasconcelos, aos 64 anos, em Manaus, onde lutou bravamente contra a Covid-19. Ele era proprietário do Bar ou Canto do Oseas, localizado na esquina da Rua Getúlio Vargas com a Rua Jonathas Pedrosa, Centro de Parintins.

Oseas era natural de Sobral, do estado do Ceará, pai do funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Diego Araújo Vasconcelos. Oseas era parintinense de coração, torcia para o Boi Caprichoso e era flamenguista.

Ele era conhecido por sua rigorosa disciplina e seu estabelecimento era bastante frequentado. Profissionais da imprensa do município também acostumavam visitar no fim de semana o estabelecimento de Oseas para uma conversa descontraída, como lembra o jornalista Hudson Lima, conhecido popularmente como Koiote e diretor-geral do site Parintins Amazonas.

“A partida do seu Oseas é uma perda muito grande para a cidade de Parintins, assim como cada homem, mulher, jovem, idoso que estão partindo por causa dessa desgraça de pandemia. Eu o admirava por ser muito disciplinado. Ele tinha uma mercearia no Centro que era o Canto do Oseas e ao mesmo tempo era o Bar do Oseas frequentado por pessoas de todos os tipos seja branco, negro, pobre, rico, político, grandes personalidades. O maior craque da copa de 94, que foi o Romário, hoje senador, ainda esteve no Bar do Oseas”, recorda Hudson Lima.

“E ele sempre, apesar de ser um cara de rosto fechado, mudava depois que você ganhava a confiança dele e isso foi uma coisa muito boa para nós, jornalistas, através do meu irmão Judson Lima, Corrêa Neto, Cleimer Carneiro, na época da Alvorada, depois o Ocimar Lima, Jonas Santos, Márcio Costa, da Clube, nós frequentávamos bastante, principalmente sexta e sábado. E lá no Bar do Oseas nasceu a ideia da Banda do Koiote, inclusive em 2014 quando estávamos tomando uma cervejinha depois de fecharmos os trabalhos jornalísticos. 2015 começamos a banda do Koiote e ela foi para a rua mesmo em 2016”, prosseguiu.

O jornalista conta ainda que na área comercial, o empresário era conhecido por abrir seu estabelecimento às 5h ou 5h30 e fechar pontualmente às 20h. “Eu só lembro uma vez que o Oseas deixou ficar depois das 20h que foi no dia da morte do cantor Reginaldo Rossi quando ele deixou ficarmos até por volta das 21h e ele tocando ao nosso pedido as músicas delei. Então deixou aqui minha solidariedade à família. Realmente aquele canto da Getúlio Vargas com a Rua Jonathas Pedrosa vai sentir muita falta “, concluiu Lima.

Desde o mês de janeiro o empresário cearense travou luta contra a Covid-19 onde recebeu o primeiro tratamento médico no hospital Jofre Cohen, em Parintins, e após ter o quadro agravado foi transferido para Manaus onde foi internado no Hospital Delphina Aziz.

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