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Armas apreendidas com trio na AM-070 seriam usadas para resgatar preso

Três fuzis dos calibres 762 e 556, três pistolas 9 mm e uma espingarda calibre 12 que foram apreendidos na manhã desta quarta-feira (08) pela Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) em dois sítios do quilômetro 60 da rodovia AM-070, que liga Manaus ao município de Manacapuru, seriam usadas por grupos criminosos para resgatar um preso do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no quilômetro 8 da BR-174, identificado como “Sérgio”.

As armas, que são de uso restrito das Forças Armadas, pertencem a um preso, que não teve o nome revelado, e estavam escondidas nos sítios. Na ação, três pessoas foram presas: Manoel Rodrigues Tenório, 28, Francisco José Cordeiro, 37, e Augusto da Silva Souza, 37. Eles foram levados para o 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram autuados pelos crimes porte ilegais de armas de uso restrito.

Além das armas, os policiais apreenderam 347 munições. Conforme a Polícia Militar, a apreensão das armas é resultado de um trabalho de inteligência. Os fuzis são um AK-47 (russo), um Fuzil Automático Leve (FAL) belga e um outro de fabricação austríaca.

Conforme o subsecretário de Segurança Amadeu Soares, essas armas chegaram até o Amazonas fazendo segurança de transporte de remessas de droga e estão ligadas à apreensão de 400 quilos de material ilícito, entre cocaína e maconha, pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) no dia 24 do passado, em um sítio localizado no Igarapé do Calado, na Zona Rural de Manacapuru, durante a operação “Tarrafa”. A polícia tem também informações de que os armamentos seriam usados em rebeliões no sistema penitenciário.

Os três presos devem responder por porte ilegal de arma, crime pelo qual Emanuel Rodrigues já respondia inquérito.

O caminho das armas

As últimas armas de grosso calibre apreendidas no Amazonas estão entrado no Estado pela fronteira com o Peru e a Colômbia e chegando à capital pelos rios. Muitas delas são armas compradas de ex-guerrilheiros da Forças Armadas da Colômbia (Farc-EP). As armas da guerrilha, que deveriam ser entregues ao governo colombiano, conforme ao acordo de paz firmado entre as partes, são usadas para fazer a segurança durante o transporte fluvial de drogas pela Amazônia.

De acordo com o delegado federal Caio Avanço, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), só neste ano, foram 10 armas apreendidas pela unidade. Uma média de uma a cada mês. Entre elas estão cinco fuzis. Com traficantes, também foram apreendidas escopetas calibre 12 e pistolas.

Operação Tarrafa

No dia 24 de outubro, a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e o Denarc deflagraram a operação “Tarrafa”, que levou à prisão de José Vicente Neves de Oliveira, 46, Deyvid Barros Teixeira, 30, Sérgio Roberto Obando, 42, e Emerson Braga da Silva, 25. Com eles, foram apreendidos 380 quilos de maconha tipo skunk, aproximadamente 20 quilos de pasta base de cocaína, duas espingardas calibre 16, uma lancha voadeira, além de veículos. A droga vinda da Colômbia foi avaliada em R$ 2 milhões.

Por Joana Queiroz | AC

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