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Artes Visuais leva cinema à comunidade e faz intervenção na passagem do Ropoca

Alunos do curso de Artes da Ufam durante ação no Bairro Paulo Corrêa. Foto: Katiúscia Ferreira

Com os projetos os acadêmicos saem da sala de aula e entram no universo real que é a comunidade

Carlos Alexandre | 24 horas

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Parintins (AM) – Desenho, pintura, cinema e tantas outras ações são desenvolvidas pelo curso de Artes Visuais do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ/Parintins) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O que antes era apresentado e discutido apenas em sala de aula, agora se estende para a comunidade. Os trabalhos fazem parte de projetos desenvolvidos pelo coordenador do curso, professor Eriky Nakanome e as professoras Sandra Emilia Costa e  Lidya Keyla. Uma das iniciativas leva a sétima arte para as ruas, praças, casas e faz a dona de casa, o pescador, o vendedor ambulante e os adolescentes se familiarizarem com filmes que levam a reflexão de vários temas. “De repente estamos discutindo cinema na rua de nossa casa”, destaca um dos espectadores.

Ação no bairro São Francisco. Foto: Divulgação
Ação realizada no bairro de Palmares. Foto: Katiuscia Ferreira

O Programa Atividade Curricular de Extensão (PACE) “Midiateca das Artes: Difusão dos Saberes” foi realizado em dois bairros. A primeira área atendida foi o bairro São Francisco com o longa “O Sorriso de Mona Lisa. O filme retrata a vida de mulheres dos anos 50, época onde a mulher que sonhasse ter uma profissão ou não ser submissa ao marido era tratada como subversiva. A história leva a uma reflexão em torno do significado da arte, a qualidade de uma obra e quem a define como arte ou não.  O bairro Palmares assistiu o filme “Sobras de Goia” que retrata meados de 1790 durante a inquisição espanhola e guerras napoleônicas. Francisco Goya era um artista querido pelos donos da coroa espanhola. Suas obras revelam um período sombrio e de sofrimento.

O acadêmico Roger Pimentel explica que o projeto aproxima a comunidade aos conteúdos estudados na universidade por meio da disciplina história da arte. “São filmes com conteúdos artísticos e históricos para que tenham acesso com temáticas abordadas na universidade”, comenta.

Nita Paes assegura que os alunos não devem ficar com o conhecido retido entre eles. “Levar o cinema, a importância do cinema e de bons filmes, esse é objetivo: levar para a periferia a questão dos filmes, pois é difícil a gente ver a comunidade reunir para alguma coisa”, lamenta. “É o momento em que os acadêmicos de um curso de licenciatura saem da sala de aula e entram no universo real que é a comunidade”, completa o professor Ericky Nakanome.

O professor Ericky Nakanome durante aula de desenho. Foto: Divulgação

Outras Ações

As ações na comunidade já fazem parte do dia a dia dos acadêmicos e professores do curso de Artes Visuais. Outro projeto desenvolvido dentro do PACE é o “Ateliê de Desenho”. A atividade reúne crianças carentes e adolescentes dos bairros de Itaúna, Paulo Corrêa e União que recebem orientações sobre desenho. “O projeto de desenho teve como público os adolescentes do Centro Nossa Senhora das Graças onde me criei como estudante de Arte. Estou muito feliz”, comemora o acadêmico Alzziney Pereira.

Professores envolvidos nos projetos coordenam as ações e levam arte na casa das famílias. Foto: Katiúscia Ferreira.

Segundo Nakanome, projetos em parceria com a Prefeitura Municipal de Parintins também são apoiados pelo curso de Artes Visuais, como é o caso do coletivo Arte Cidadã, onde os acadêmicos fizeram intervenções artísticas na passagem do antigo Ropoca na caminhada que saiu da Ponte Amazonino Mendes e seguiu até a igreja de São Sebastião. “A parte que cabe ao curso de Artes é justamente isso que nós chamamos de passagem cultural do Ropoca. Sai do lugar onde chamávamos antigamente de passagem do Ropoca onde hoje é a Ponte Amazonino Mendes.  Os alunos fazem suas intervenções a partir do grafite e da pintura”, concluiu.

Confira algumas imagens da intervenção no trajeto entre o “ropoca” – Passagem Cultural do Ropoca (Ponte Amazonino Mendes) e a Igreja de São Sebastião no Bairro Paulo Corrêa. Fotos: Katiúscia Ferreira.

Foto: Katiúscia Ferreira

 

Foto: Katiúscia Ferreira

 

Foto: Katiúscia Ferreira
Foto: Katiúscia Ferreira
Foto: Katiúscia Ferreira

 

Foto: Katiúscia Ferreira

 

 

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