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Artistas do Caprichoso se prepararam para o Carnaval do RJ

Foto: Reprodução Acríticaonline

Saiba quais os principais nomes do Caprichoso e Garantido, entre itens, ex-itens e artistas plásticos, que desempenham um belo trabalho nas escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro

Manaus (AM) – Que exportamos o talento parintinense para os carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo, muita gente já sabe. Mas, especialmente em 2017, três figuras marcantes do Festival Folclórico de Parintins foram convidadas para desfilar pela Imperatriz Leopoldinense na Marques de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Maria Azedo (ex-cunhã poranga do Caprichoso), Waldir Santana (ex-pajé do Caprichoso) e Brena Dianná (Rainha do Folclore do Caprichoso) vão interagir com a escola de samba na avenida ante o tema “Xingu:O clamor que vem da floresta”.

Quem fez o convite aos três foi Cahê Rodrigues, carnavalesco da Imperatriz. Em entrevista ao BEM VIVER TV, ele afirmou que frequenta o festival folclórico há 10 anos e que sempre teve o sonho de trabalhar com um tema indígena. “Como o Waldir se despediu do item pajé depois de 30 anos, e Maria se despediu do item cunhã após 10, resolvi fazer essa homenagem a eles no Rio de Janeiro. Como tenho enredo indígena, criei um espaço para que pudéssemos homenageá-los e fazer uma despedida à altura do que eles representam e pela contribuição ao boi Caprichoso”, pondera o artista.

Brena, por sua vez, permanece Rainha do Folclore do bumbá azul, mas também será contemplada. “A Brena é um sonho de menina, uma menina linda que eu não ia deixar de fora dessas homenagens. Então mesmo com ela ainda sendo item do boi, eu também criei um lugar especial para ela no desfile”, destaca ele. Outro item do boi azul que faz parte do Carnaval da Imperatriz em 2017 é o levantador de toadas David Assayag, que interpretou o samba-enredo da escola, “Xingu, o clamor que vem da floresta”. Mas, segundo Rodrigues, a participação de David como puxador de samba na avenida ainda não foi confirmada pela diretoria da escola.

“A direção da escola ainda estuda a possibilidade de trazê-lo para o dia do desfile. Ainda não temos essa confirmação por parte da diretoria da escola, mas a escola e eu temos esse desejo de ter o David no carro de som, ajudando a defender esse samba lindo que a Imperatriz vai levar”, comenta o carnavalesco. Já os três nomes do boi Caprichoso confirmados no desfile tem lugares criados especialmente para eles. “O Waldir virá no primeiro setor da escola, fazendo uma participação especial, trazendo a ala que tem o título ‘Nações Xinguanas’. Ele conduzirá um ritual na avenida, virá no chão”, pondera Rodrigues.

Já Brena Dianná será destaque central do segundo carro da escola. “Ela virá numa alegoria que vai falar sobre as belezas da fauna e flora xinguana”, diz ele. E Maria Azedo virá no quarto carro da escola, que fala sobre a luta dos índios pela não-construção da hidrelétrica de Belo Monte. “É a alegoria que traz o cacique Raoni como grande homenageado, e a Maria vem como uma guerreira kaiapó nesse carro”, comenta ele. Além de Maria, Brena e Waldir, outros artistas plásticos do touro negro fazem parte do Carnaval do Rio de Janeiro: Kennedy Prata é artista da Beija-Flor, Jucelino Ribeiro também é artista da Imperatriz, e Rossy Amoedo trabalha em cinco agremiações cariocas: Portela, Mangueira, Ilha do Governador, Grande Rio e Vila Isabel.

Por

Laynna Feitoza

Artur Cesar      | Acrítica

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