Artistas parintinenses são coroados com a primeira vitória da Mancha Verde

O inédito título da Escola de Samba Mancha Verde, no Carnaval 2019 em São Paulo, tem as mãos dos artistas plásticos parintinenses, entre eles Eddi Dude, Eliandro Tavares, Lenilson Bentes Mag e Roberto Galúcio. A vitória da agremiação, criada a partir da torcida do Palmeiras, foi sacramentada com a nota máxima de 270 pontos, durante a apuração no Sambódromo do Anhembi, na tarde desta terça-feira, (05).
O enredo da Mancha Verde foi “Oxalá, Salve a Princesa”. No desfile sobre a princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, a escola discutiu escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa. Três mil componentes retrataram abusos sofridos pelos negros africanos trazidos para o Brasil e obrigados a abandonar suas religiões.
Lenilson Bentes, Eliandro Tavares e Eddi Dude são artistas plásticos parintinenses na Mancha Verde.
As alegorias confeccionadas pelos artistas plásticos parintinenses gabaritaram notas dos jurados. O gigantesco carro abre-alas retratava as riquezas do Congo e de Oxalá, um dos orixás das religiões africanas. Nos carros alegóricos, atores encenavam momentos de tortura e punições aos quais os escravos eram submetidos no Brasil.
Carros alegóricos confeccionados por artistas plásticos parintinenses levaram escola ao inédito título.
No último deles, um enorme busto de ferro, que será doado ao Museu Afro Brasil, representava Zumbi dos Palmares. No Carnaval 2018 em São Paulo, a Mancha Verde ficou na terceira colocação, atrás apenas da campeã Acadêmicos do Tatuapé e da vice Mocidade Alegre, por critérios de desempate.
 
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