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Assembleia Legislativa de Roraima é comandada por presidiário

Dias antes de ser preso por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do dia 6 de outubro, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE-RR), Jalser Renier Padilha, fez reunião fechada com funcionários da Casa para dizer que “nada vai mudar”. Ele se entregou no dia 27.

O deputado, desdenhando da pena do STJ que o coloca no regime semiaberto, afirma que vai continuar mandando na ALE-RR, mesmo estando preso, e que não vai perder o mandato.

Na conversa com os funcionários, em que só ele falava, Padilha relatou sua vida na cadeia quando foi preso há 14 anos, junto com sua mãe, também por envolvimento com os crimes praticados pela quadrilha contra o dinheiro público de Roraima.

Em meio a bravatas, usando tom de arrogância, o presidente da ALE-RR diz que já está com seus advogados agindo para evitar que perca o mandato. “Cheguei ao fundo do poço, mas depois de dois anos me candidatei de novo e fui o terceiro deputado mais votado do estado”, afirma Padilha.

Jalser Padilha foi condenado a 6 anos e 8 meses de cadeia por envolvimento no “Escândalo dos Gafanhotos”, um esquema armado com o Governo do Estado e deputados para desviar recursos federais destinados a Roraima.

O condenado foi preso ao se apresentar no comando da Polícia Militar de Boa Vista. O juiz da Vara de Execuções Penais mandou que ele ficasse em uma sala especial no local.

Padilha passa o dia fora, trabalhando, e vai para a cadeia só a partir das 18h.

O presidente da ALE-RR também corre o risco de perder o mandato no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Neste momento, Padilha está com processo de anulação do seu diploma em julgamento.

Pelas condenações na Justiça, o deputado é “ficha-suja” e só continua no mandato por liminar judicial. Nesta terça-feira, dia 1º, circulou informação na imprensa local de que Padilha entraria com um pedido de licença do cargo de presidente da ALE.

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Do BNC

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