Ave bate em hélice de avião que se preparava para pousar Parintins (AM)

A tripulação só percebeu o choque do pássaro com a aeronave após o pouso no Aeroporto Júlio Belém. Foto: Márcio Silva

Os passageiros que seguiriam para Itaituba (PA) tiveram que aguardar em Parintins para embarcar no fim do dia

Paulo André Nunes | Acrítica

Parintins (AM) – Passageiros do voo 5912, que partiu de Manaus na manhã desta sexta-feira (10), passaram por momentos de tensão após receberam a notícia de que uma ave chocou-se contra a hélice da aeronave prefixo PRMPY da empresa MAP Linhas Aérea durante a viagem.

O choque só foi percebido por volta de 7h45 quando a aeronave já estava no pátio do aeroporto Júlio Belém, em Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) e tinha desembarcado com os passageiros que tinham ido a Ilha Tupinambarana como destino.

A reportagem de A Crítica estava no interior do avião quando o pássaro chocou-se nele.

Após pousar em Parintins, o avião teria como destino o Município de Itaituba, no Pará. Os 15 passageiros foram orientados a esperar pelos reparos de praxe na aeronave e, de acordo com informações repassadas por eles pela MAP Linhas Aéreas, a orientação é que aguardassem até por volta de 15h, quando a aeronave estaria liberada para prosseguimento do voo. Os passageiros foram acomodados em um hotel da cidade.

Segundo informações preliminares, a ave que chocou-se contra a hélice seria da espécie Quero-Quero, muito encontrada em municípios da região como Parintins.

Uma lixeira existente há vários anos próximo ao Aeroporto Júlio Belém é um complicador para pilotos e passageiros que costumam utilizar o local constantemente. Além dos Quero-Queros, um pássaro comum nos arredores do Júlio Belém, são insistentes urubus que deixa ainda mais tenso quem precisa utilizar a malha viária da Ilha.

É o caso do empresário Jailton Bezerra, que embarcou em Manaus e que iria para Itaituba. Segundo ele, o problema dos pássaros no aeroporto e comum e há muito tempo provoca perigo.

“É inadmissível que essa lixeira exista próximo a um aeroporto como esse. Alguém já deveria fazer algo há tempos. Eu, por exemplo, tinha uma reunião de negócios em Itaituba e estou parado aqui sem poder fazer nada. E imagina quando chegar o Festival Folclórico”, esbravejou ele.

Um procedimento comum adotado após os casos como o da manhã de ontem é acionar sinalizadores na pista para afugentar outros pássaros que encontrem-se ao redor do avião.

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