Barcelona sofre, mas vira com dois de Suárez e vence o Atlético de Madri

Uruguaio Suárez marcou os dois gols da vitória do Barcelona

Uruguaio marcou os dois gols da vitória do Barcelona e salvou o time de um desastre

O Barcelona sofreu. Sofreu muito. Mas, com dois gols de Suárez, uma pressão intensa no segundo tempo e um jogador a mais durante 55 minutos, conseguiu vencer o Atlético de Madrid: 2 a 1, de virada, no jogo de ida das quartas de final da Uefa Champions League.

Para tentar apagar a imagem ruim da derrota no Clássico contra o Real Madrid, no sábado, Luis Enrique levou a campo o que tinha de melhor – o time titular absoluto, o mesmo que conquistou a última edição da Champions League, em Berlim, contra a Juventus.

Diego Simeone, por sua vez, optou por uma escalação ofensiva, trocando o 4-4-2 por um 4-3-1-2 com Griezmann como meia-ataque, Fernando Torres e Carrasco mais avançados. Na defesa, a novidade foi Lucas Hernandez ao lado de Godín; Gimenez e Savic, machucados, não se recuperaram.

Logo no início do jogo, a proposta do Atlético ficou clara: diminuir espaços, pressionar ao máximo o Barcelona e forçar os jogadores do time catalão a tomarem decisões rápidas, sem muito tempo para pensar. A tática deu certo: Iniesta e Rakitic, sob pressão, erravam muitos passes. Na frente, o tridente ofensivo formado por Messi, Suárez e Neymar, não se encontrava.

Ainda assim, as primeiras boas chances foram do Barcelona. Aos 5 minutos, Messi chutou para fora, da entrada da área, assustando Oblak; aos 18, Daniel Alves encontrou Neymar livre, na marca do pênalti, mas a cabeçada do camisa 11 foi para fora.

Só que, aos 25 minutos, o Barcelona falhou na defesa, e o Atlético abriu o placar. Busquets não acompanhou Koke, Piqué saiu para marcar o meio-campista, e deixou espaço livre na entrada da área. Fernando Torres recebeu e tocou entre as pernas de Ter Stegen para fazer 1 a 0.

O Atlético quase fez o segundo pouco depois, quando Griezmann conseguiu ótimo chute colocado, da entrada da área. O goleiro alemão, desta vez, conseguiu fazer a defesa, em um movimento de elasticidade impressionante.

Quando o Barcelona parecia perder o caminho no jogo, um lance deu um duro golpe no Atlético. Aos 35 minutos, Fernando Torres fez falta em Busquets e levou o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo. Os jogadores do time colchonero e o técnico Diego Simeone reclamaram muito do árbitro alemão Feliz Byrch.

Apesar de estar com um jogador a menos, o Atlético manteve um bom nível de jogo até o final da primeira etapa, neutralizando as principais jogadas ofensivas do Barcelona, que tinha poucas oportunidades para concluir.

No segundo tempo, a história mudou. Simeone trocou Carrasco por Augusto Fernández – atacante por volante – para ganhar espaço no meio-campo, e Luis Enrique adiantou todas as linhas do Barcelona. A pressão, a partir dali, seria sufocante.

Em 15 minutos, o time azul e grená teve mais chances do que em toda a partida até então. Messi tentou uma bicicleta que passou perto do gol; Neymar acertou o travessão; mas foi o terceiro elemento do tridente que balançou as redes. Luis Suárez desviou, dentro da pequena área, um chute de Jordi Alba, e fez 1 a 1.

Depois do empate, o Barcelona viu, pela primeira vez, uma chance real de vitória na partida. A pressão continuou e, aos 29 minutos, Daniel Alves cruzou da direita para Luis Suárez, de cabeça, marcar o oitavo gol dele na atual edição da Champions, o segundo no jogo, o gol que finalmente dava um pouco de tranquilidade ao time catalão.

Nos minutos finais, com Rafinha, Sergi Roberto e Arda Turan em campo, o time de Luis Enrique manteve-se quase todo o tempo com a bola e no campo de ataque. Mas o terceiro gol – que praticamente mataria o duelo e seria um castigo duríssimo para a boa partida do Atlético – não aconteceu.

Os dois times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira, no estádio Vicente Calderón, em Madri. O Barcelona joga pelo empate e pode até perder, desde que marque dois gols. O Atlético precisa de vitória por 1 a 0 ou por dois gols de diferença. Novo 2 a 1 leva a disputa para a prorrogação.

O Cara do Jogo

Suárez não vinha fazendo grande partida, mas centroavante matador é isso: aparece quando o time mais precisa. Seja de canela, como no primeiro gol, ou de cabeça, o uruguaio fez com que o Barcelona virasse o jogo e vencesse o Atlético de Madri por 2 a 1, sendo desta forma justamente eleito O Cara do Jogo.

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