Barcos persistem em transportar passageiros a Parintins, denuncia Comissariado da Infância e da Juventude  

Da Redação

Parintins (AM) – Mesmo com a determinação de suspensão de viagens, por 15 dias, como medida de combate ao Novo Coronavírus, embarcações continuam as operações, com transporte de passageiros, no porto de Parintins. A movimentação desenfreada preocupa o Coordenador do Comissariado da Infância e da Juventude de Parintins, João Vinícius Tavares.

O alerta, para a população, aumenta ainda mais, com o primeiro caso de Covid-19 no interior do Amazonas, de um paciente de Parintins, internado no Pronto-Socorro e  Hospital  Delphina Aziz, em Manaus, desde sábado (21). Com a equipe do Comissariado da Infância e da Juventude, João Vinícius Tavares atua na fiscalização de crianças e adolescentes, no porto.

Equipe do Comissariado da Infância e da Juventude impede menores de viajarem.

João Vinícius adverte os proprietários dos barcos quanto ao perigo de contaminação da doença respiratória, com transmissão comunitária em território nacional, de acordo com o Ministério da Saúde. Para prevenção ao Novo Coronavírus, a Prefeitura de Parintins também já decretou quarentena, por 15 dias, com a orientação para as pessoas ficarem em casa, a partir de 21 de março.

O descumprimento da ordem ficou evidente, com a chegada dos Navios Oliveira e Tavares, de Parintins, assim como São Bartolomeu e Amazon Star, do Pará, hoje (22). “Impedimos as crianças de viajarem. Em relação aos adultos, não podemos fazer nada. A Vigilância em Saúde já atua. Precisamos mais da Marinha do Brasil e da Polícia Militar”, clama João Vinícius Tavares.

Barcos vindos de Manaus desembarcaram com passageiros na madrugada de hoje.

O Coordenador do Comissariado da Infância e da Juventude diz que a autoridade máxima de combate ao Novo Coronavírus é a Vigilância em Saúde, com ações estabelecidas de monitoramento no município. João Vinícius Tavares pediu a atenção redobrada de pessoas que chegaram recentemente de São Paulo, onde é o epicentro da doença no Brasil.

João Vinícius aponta para um problema de descontrole, com a persistência da venda de passagens fluviais. “As pessoas chegam, desembarcam e, simplesmente, vão embora. Temos que tomar uma providência. Ninguém sabe se foi feito um controle, em quem veio de São Paulo. Em Parintins, não foi, porque estávamos lá”, frisou.

Porto de Parintins registrou atracação de embarcações com aglomeração de pessoas
você pode gostar também