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Barreirinha: Crimes sucessivos estão sob rigorosa investigação e envolvidos à disposição da Justiça

Foto: Divulgação

Por Gerlean Brasil

Parintins (AM) – Os atos de vandalismo contra a Delegacia de Polícia Civil de Barreirinha, onde dois agentes e seis guardas municipais ficaram encurralados na noite de domingo (20), culminaram com 13 mandados de prisão expedidos pela juíza de direito, Larissa Roriz Padilha. Oito pessoas já foram presas em Barreirinha e sete conduzidas ao presídio de Parintins nesta terça-feira (22). Os envolvidos são acompanhados por três advogados de Barreirinha.

O protesto, sucedido por violência na cidade de Barreirinha, que se deu em virtude da morte de uma criança de um ano e cinco provocada por estupro praticado pelo padrasto da vítima, Alex Pereira Albuquerque, na estrada da comunidade rural Terra Preta do Limão na tarde de domingo, deixou a Delegacia de Polícia Civil totalmente destruída, com viaturas queimadas.
Policiais civis, servidores e guardas municipais ficaram cercados dentro da delegacia, diante da ação externa, que tinha a finalidade de retirar a força da carceragem o acusado do estupro da criança. De acordo com o delegado de Polícia Civil de Parintins, Adilson Cunha, durante a manifestação, além de uso de pedras e pedaços de pau, houve disparos de espingarda calibre 12 contra a delegacia de Barreirinha.
Com o prédio depredado e também foco de incêndio, devido aos atos de vandalismo, os policiais civis usaram um pé de cabra para romper a carceragem, a fim de soltar os presos que estavam na delegacia de Barreirinha. O delegado Adilson Cunha comunicou que a Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias das duas mortes de manifestantes baleados no decorrer da revolta popular.
Paralela à investigação do estupro da criança morta, a apuração da depredação da Delegacia de Barreirinha, em que dois policiais civis e seis guardas municipais foram acuados, começou logo na segunda-feira (21). “Ocorreram de fora para dentro lançamentos de coquetéis molotovs (arma química incendiária), pedras, paus e disparo de espingarda calibre 12. Foi necessário revide por parte dos policiais e infelizmente ocorreram dois óbitos”, explicou o delegado.
Adilson Cunha esclareceu que os atos de vandalismo deixaram a Delegacia de Polícia Civil de Barreirinha totalmente inoperante. “A delegacia não existe mais. Houve perda total e apenas alguns procedimentos se salvaram. Vamos ter que começar tudo do zero. No dia dd hoje, já começamos a limpeza do local. O Departamento de Polícia do Interior (DPI) já está ciente de todo o fato”, frisou.
O delegado declarou que a investigação inicial da Polícia Civil resultou, de imediato, no decreto de prisão de 13 envolvidos. “Conseguimos prender oito cidadãos. Infelizmente, o restante se evadiu, mas os mandados continuam abertos. No momento do fato, haviam várias pessoas no local. Através desses testemunhos que a gente conseguiu identificar inicialmente 13 autores, porém existem mais pessoas envolvidas”, afirmou.
A Polícia Civil pode representar contra demais envolvidos nos atos de vandalismo, todos incluídos em depoimentos de testemunhas. “Agora, depois da prisão, será feito exame de corpo de delito para ficarem a disposição da Justiça, responderem e se defenderem das acusações”, enfatizou o delegado. Os presos liberados na noite do protesto estão encarcerados em barracão ao lado da delegacia destruída.
Apenas um preso está foragido e o fato já foi comunicado à Justiça. “Os policiais e os guardas acuados, no momento que viram que já não tinha mais hipótese nenhuma de negociar e que as chamas tomavam todo o prédio, resolveram partir, com um pé de cabra, o cadeado da cela, para que fossem liberados todos os presos para que não perdessem as vidas.  Então, eles foram liberados pelos policiais”, certificou o delegado.
Todos os fatos são apurados, não somente as agressões contra os policiais e guardas, mas as duas mortes. “Então, tudo isso está dentro do inquérito policial, em que as responsabilidades serão remetidas a cada cidadão que praticou cada fato. É lógico que o fato ocorreu e vários crimes ocorreram, tanto dos cidadãos que atentaram contra a Polícia Civil, quanto as duas mortes. Isso é a Justiça quem vai resolver. A Polícia Civil apura os fatos e quem julga é o juiz”, esclareceu Adilson Cunha.

 

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