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Barreirinha: Jecinaldo envia carta de desligamento do PSD ao senador Omar Aziz

Enquanto secretário de estado Jecinaldo participou de eventos internacionais.

Jecinaldo é ex-secretário da gestão de Mecias Sateré afirma que sai do partido pela porta da frente

Da Redação | 24 horas

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Barreirinha (AM) – O líder indígena e ex-secretário de Governo, até junho de 2016, da Prefeitura Municipal de Barreirinha, na gestão de Mecias Sateré (PSD), Jecinaldo Barbosa Cabral, o Jecinaldo Sateré, entregou carta de desligamento do Partido Social Democrático ao presidente estadual da sigla, o senador Omar Aziz. O pedido de desfiliação é datado do dia 16 de fevereiro.

Ao conversar com a reportagem, Jecinaldo afirmou que sai de cabeça erguida e sem atritos, mesmo que, em alguns momentos, discordando de alguns posicionamentos. “Há 18 anos acompanho o Messias Sateré e deixo o partido sem magoas, sem nenhum tipo de discussão, saindo pela porta da frente”, afirma.

O líder tem histórico de defesa das populações indígenas do baixo Amazonas. Na gestão do ex-governador Eduardo Braga (PMDB), ele foi nomeado Secretário de Estado para tratar exclusivamente dessas questões. Jecinaldo conversou com o senador em Manaus e deve caminhar para o colo de Braga e do grupo de Gilvan e Glênio Seixas, que estão à frente da prefeitura de Barreirinha.

Sobre o assunto prefeitura, ele não quis comentar, mas assegurou que tem conversado com uma das lideranças do PMDB naquele município, que é o ex-prefeito Gilvan Seixas, pai de Glênio. Uma das habilidades de Jecinaldo é o fato de sempre manter um bom relacionamento e diálogo aberto com todos os líderes políticos de barreirinha. “Nunca tive problemas pessoais com nenhum líder de outros grupos políticos de Barreirinha”, afirmou. Outro político citado como um dos conselheiros de Sateré é o vereador de Manaus, Gedeão Amorim.

Jecinaldo pretende retomar a luta em prol as populações indígenas, pois tem acompanhado a realidade e busca implementar projetos de desenvolvimento sustentável. “São projetos duradouros e de longo alcance coletivamente para as comunidades indígenas”, assegura.

O líder indígena está concluindo graduação na área de gestão pública pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e também é um dos nomes cotados  para concorrer às eleições para direção da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) no mês de Setembro deste ano.

A COIAB foi criada em uma reunião de líderes indígenas em abril de 1989. É a maior organização indígena do Brasil, tem 75 organizações membros dos nove Estados da Amazônia Brasileira (Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins); são associações locais, federações regionais, organizações de mulheres, professores e estudantes indígenas. Juntas, estas comunidades somam aproximadamente 430 mil pessoas, o que representa cerca de 60% da população indígena do Brasil.

A COIAB foi fundada para ser o instrumento de luta e de representação dos povos indígenas da Amazônia Legal Brasileira pelos seus direitos básicos (terra, saúde, educação, economia e interculturalidade). Representa cerca de 160 diferentes povos indígenas com características particulares, que ocupam aproximadamente 110 milhões de hectares no território amazônico.

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