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Barreirinheses vão às ruas clamando justiça por criança estuprada e morta no município

Foto: Juliano do Click.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Barreirinha (AM) – Moradores de Barreirinha foram às ruas na tarde desta quarta-feira, 25, clamando justiça pela indígena Ana Beatriz, de 5 anos, que foi raptada, estuprada e morta na área indígena, no Rio Andirá, na segunda-feira (24). O crime chocou a população.

Os cidadãos usaram faixas, cartazes e discursaram repudiando o crime bárbaro. Uma das manifestantes foi a professora Ana Keila. Em entrevista ao site AM em Pauta, ela relatou que o crime contra a pequena Ana é prova que a violência contra as mulheres cresce consideravelmente em todo o Brasil. “Barreirinha não tem uma Delegacia Especializada de Apoio a Mulher e pedimos que o poder público municipal e estadual criem uma rede de proteção as mulheres que sofrem violência, as famílias que sofrem violência. Na minha família tive problemas relacionados a abusos e violência e a gente só sabe quando sente na pele”, disse.

Na tarde de segunda-feira um menor de 16 anos foi apreendido sendo o principal suspeito do crime. Adnilson Lira de Souza, de 42 anos, e Jonilson Ferreira Barbosa, de 30 anos, também foram presos, mas ontem foram soltos por falta de provas.

Ao repórter Jair Carneiro, o delegado Enéas Gonçalves disse que os dois homens foram citados pelo menor com o intuito de dividir a culpa e por medo de um possível linchamento por parte da população. “Até o momento temos só o indício de que somente o menor cometeu o crime, até porque o mesmo deixou pertences seus na casa da vítima e confessou sua participação, mas as investigações ainda não estão fechadas”, esclareceu.

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