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Bebê morre em Tefé e família denuncia hospital por falta de estrutura

Caixão do bebê morto na sala de recém-nascidos do hospital | Foto: Divulgação

Tefé – “Minha denúncia não vai trazer meu filho de volta e nem consolar a dor da minha família, mas pode salvar a vida de outras crianças”, essa é a declaração do agricultor Lázaro Barbosa, 32, após perder o segundo filho, um recém-nascido de apenas quatro dias, no Hospital Regional de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus). De acordo com informações da própria direção da unidade, o hospital não conta com funcionários especializados na troca de cilindros de oxigênio, incubadoras e outros aparelhos necessários ao atendimento de pacientes neonatal.

Denúncias de moradores da cidade apontam que a água utilizada no hospital é poluída há anos por metais pesados, embora a diretora da unidade tenha informada que a água dessa fonte passa por um tratamento e está sendo utilizada somente para a limpeza do prédio.

O pequeno José Antônio nasceu no dia 29 de maio, prematuro. O bebê ficou quatro dias internado, respirando com ajuda de aparelhos, na unidade de saúde, que não possui Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Na última sexta-feira (1), a criança não resistiu e morreu, segundo os pais, devido a ausência do “vigilante”, responsável pela troca do cilindro de oxigênio do hospital.

“Meu filho passou três dias se recuperando bem, mas morreu quando acabou o oxigênio da rede que abastecia a tubulação. Minha esposa percebeu o problema, me avisou e procurei pelos enfermeiros. Ligaram para o funcionário, para ele comparecer ao hospital, mas ele demorou. Então, tomei a iniciativa e arrastei um cilindro que estava na recepção até a sala do meu bebê, mas foi tarde, o garoto acabou morrendo”, contou o agricultor.

Com informações do Em Tempo

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