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Boi Caprichoso apresenta a Gênese da Cultura Cabocla

Foto: Glenda Dinelly

Boi Caprichoso apresenta a Gênese da Cultura Cabocla

Josene Araújo | Parintins 24 Horas

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O segundo boi a se apresentar é o Caprichoso. Com “A poética do imaginário caboclo”. Nesta primeira noite denominada, A tecedura –“A gênese da cultura cabocla”, revela a amálgama que gerou o caboclo amazônida que vem do encontro de muitos povos, culturas e experiências. Sua gênese está nesse tempo de misturas, da colisão de conhecimentos, da diáspora humana no povoamento da Amazônia. O apresentador Edmundo Oran, condutor do espetáculo demonstrou confiança para a galera. Ele representa a o DNA caboclo.

Para abrir o espetáculo o Caprichoso apresenta a Exaltação Folclórica assinada pelo artista Juarez Lima. Uma espécie de Olimpo submerso onde moram os encantados da cultura amazônica e prevalecem, principalmente, os valores ribeirinhos. Na alegoria surgiram os itens Sinhazinha da Fazenda (Valentina Cid), o Amo do Boi (Prince do Caprichoso), a Rainha do Folclore (Brenna Dianná) e a estrela da festa (Boi Caprichoso).

Sinhazinha Valentina Cid (Foto: Glenda Dinely)

O levantador de Toadas David Assayag soltou a voz cantando o tema de 2017, “A Poética do Imaginário Caboclo” e concorrendo com “Toada letra e música”.

Das misturas que teceram o imaginário caboclo uma referência se destaca, o Cine Teatro Brasil de Parintins, alegoria do artista Glaucivan Silva, no item Figura Típica Regional revelando a Porta-Estandarte Marcela Marialva. A obra reuniu o judeu Elias Assayag, o italiano Orestes Dantona, o português Emilio Silva Salvador e o alemão projetista Pe. José Victor Heinz. A alegoria transformou-se em “O Caboclo Ribeirinho”.

Foto: Glenda Dinely

A Lenda Amazônica “ Templos de Ouro”, do artista Márcio Gonçalves, retratou a lenda das três pirâmides gigantes de pedra Akham, Akhanis, Akhakor, e o imaginário amazônico que transcendeu as fronteiras da floresta e entorpeceu o mundo dos sonhos que fizeram conquistadores, desbravadores e antigos navegantes aportarem em busca do eldorado. A alegoria trouxe a cunhã-poranga Macielle Albuquerque, oferecida em sacrifício a Pachamama.

O Caprichoso encerrou a primeira noite com o Ritual Antropofágico Tupinambá. A maior alegoria da noite sob a assinatura do artista Junior de Souza. Um cinema ao vivo com efeitos especiais. “ O Cativo, assim denominada a alegoria trouxe a barca da morte, que veio buscar as almas dos invasores brancos. Com grande funcionalidade robótica a alegoria corresponde a grandeza do espetáculo, afirma o artista. “ Não usaremos guindaste, mas a alegoria terá 26 metros de altura, com 44 metros de boca de cena. Serão 880 metros quadrados de alegoria”, revela. O Pajé Netto Simões, foi o último item a entrar em cena.

 

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