Bois de Parintins e seus personagens tradicionais: uma história que não pode ser esquecida

Fotos: Arquivo da Família e Andreas Valentim

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – 29 de junho de 2020, data que se não fosse pela pandemia do novo coronavírus seria apresentado o vencedor do 55° Festival Folclórico de Parintins entre os bois Caprichoso e Garantido. Antes da dispusta entre os dois na arena do Bumbódromo, os parintinenses e visitantes seriam contemplados com eventos que antecedem o Festival como a Alvorada, do Garantido, o Boi de Rua, do Caprichoso, ensaios técnicos, entre outros.

Este está sendo um ano diferente para a temporada festiva de Parintins, principalmente para as personalidades que brincam desde o tempo dos fundadores dos bois, mestre Lindolfo Monteverde, do Garantido, e Roque Cid, do Caprichoso.

No Garantido, quem melhor para contar a história do garrote que os filhos de Lindolfo, a dona Maria, de 82 anos, e o seu João Monteverde, de 81 anos, responsáveis pela realização da Ladainha para São João Batista, no curral tradicional da Baixa de São José, reza tradicional que nasceu da promessa de Lindolfo ao santo após se curar da malária. A tarefa hoje está sob responsabilidade de Dona Maria e família, sem a participação de João, pois devido a problemas de saúde ele se afastou do boi desde 2013. Além disso, dona Maria é integrante da Batucada onde toca palminha (instrumento musical feito de madeira).

Outros dois ícones do Caprichoso que sentem saudade da festa no Bumbódromo são a dona Francisca Pires, conhecida como “Dona Chica”, de 90 anos, e o Admilson Vieira, o famoso “Mãe Querida”, de 81 anos. Ambos que há décadas tocam rocar e palminha na Marujada de Guerra.

Essas são apenas algumas de outras figuras ilustres que abrilhantam a história do festival. Enquanto isso aguardamos a pandemia passar para retornarmos às nossas vidas mais normais possíveis.

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