Brasileiro renda-se

“Não se levante para defender os direitos humanos. Não quando uma arma está apontada para sua cabeça”. “Amordaçar-se e punir-se é o único jeito”, cale-se e apenas reproduza o que está na TV, o que está nas redes sociais.

Admita! A luta contra magistrados, homens fardados e engravatados é uma luta perdida. É fácil fazer greve e manifestação com a lei ao seu lado, é fácil tirar a vida de pessoas com base no pensamento excretor de opressão. Vivemos uma crise humanitária, onde apenas argumentar contra opiniões compradas e articuladas por um bem da minoria é sentença de vingança, de morte, de dor e sofrimento a um ser humano.

Como podemos pensar em viver dias melhores? A política como sua própria definição que é um agir coletivo social, se resume hoje a milhares de bolsonarianos, lulistas, dilmistas e tantos outros, com a regra de que tudo é culpa de um partido. Vivemos em uma nova “dita dura”, em que discordar de você, leva bala, leva cinco tiros, você e quem estiver com você, assim os defensores da opressão e da ordem fizeram a Marielle Franco e seu motorista Antônio Pedro Gomes no infeliz dia 15 de março de 2018.

Assim se define esta sociedade corrompida e envolta a uma guerra em que se empunham palavras “cabulosas” e armas carregas até o ultimo espaço do cartucho para eliminar os fortes defensores do que se diz respeito à dignidade humana. Não é possível que isso persista ainda nos dias de hoje. Em todo lugar se vive isso, são inúmeros lideres mortos na Região Amazônica, por defenderem o que era por seu de direito e por pensarem diferentes dos homens armados na cintura.

O hino deste país reflete a luta destes que se erguem da justiça a clava forte, e que não fogem à luta, não temem, quem os adora, a própria morte. Não gritam ordem e progresso, mas liberdade e justiça.

Os filhos deste solo, mãe gentil, gritam nas ruas por reajuste salarial e por falta de merenda escolar, gritam até ficar sem voz e não recebem nada. Enquanto isso os seguranças e massa de manobra política tem seus privilégios garantidos por governo que diz amar a causa pública investe em seus prediletos e na publicidade e marketing.

Em todo canto deste país o discurso de todos virou stand up, virou chacota para os nossos verdadeiros donos, somos bobos da corte em frente a diversos reis sem majestade e apenas com um brado cheio de vontade de esmagar os pequenos que lutam por mais igualdade. Somos uma nação colonizada pelo medo, opressão, pela ordem e “progesso”, pela falta de humanidade. Somos uma neocolônia chamada “Brasil”. Viva a todos os defensores da dignidade humana e justiça aos carrascos destes que se tornam mártires a cada dia.

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