Cães vão atuar nas operações de combate ao narcotráfico do 11º Batalhão da PM

As operações da Polícia Militar na Ilha Tupinambarana terão apoio de quatro cães, dois Labradores, um Pastor-Belga Malinois e um Rastreador Brasileiro, a partir da instalação de unidade canina em Parintins, para combater o narcotráfico, na divisa do Amazonas com o Pará. O projeto, em fase de implantação, é idealizado pelo comandante do 11º Batalhão da PM, Tenente-Coronel, Corrrêa Júnior, para potencializar o trabalho do efetivo em prol à segurança pública. O Sargento Fabiano Baraúna é o adestrador e será responsável tanto pelo treinamento, quanto pelo Grupamento de Cães.

Os cães, ainda filhotes, estão em treinamento e a próxima etapa é a estrutura física para abrigar os animais. Os dois labradores já encontram-se com os policiais, futuros condutores, em Parintins. Ainda em um canil em Manaus, o Pastor-Belga Malonois será utilizado na busca e localização de entorpecentes ou matérias ilícitos, enquanto o Rastreador Brasileiro em resgate de pessoas perdidas em áreas de selva. “Todos são filhotes e, com o treinamento, temos uma média de um ano para observar se aquele cão vai ter aptidão e habilidade”, explica o Sargento Baraúna.

Com uma média de um ano e cinco, os cães poderão fazer trabalhos específicos nas operações, a princípio, no apoio ao policiamento ostensivo e preventivo da PM no município de Parintins. Os animais vão servir para atuação em barreiras nas ruas da cidade, em embarcações, apoio às operações da Polícia Civil, em mandados de busca e apreensão. “A prioridade do comando é formar os cães para repressão ao tráfico de drogas, como ponto estratégico, por sermos o último município na divisa entre estados do Amazonas com o Pará, rota de muitas embarcações”, acrescenta Fabiano Baraúna.

O Sargento tem experiência de anos no canil da Polícia Militar do Amazonas, em Manaus, e se especializou no trabalho com cães, com cursos específicos em diversas áreas para o emprego dos animais. “O canil da PM do Amazonas tem quase todas as funções quando a gente se refere ao trabalho com cães: faro de narcótico, de explosivo, busca e resgate de pessoas vivas, de restos mortais, de cadáveres, guarda e proteção, em grandes eventos esportivos, em presídios com contenção de detentos e pessoas homiziadas em área de mata, com cão de captura, entre outros”, informa.

De acordo com o Tenente-Coronel, Corrêa Júnior, com a implantação da unidade canina, depois de Tabatinga, no oeste do Amazonas, na tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia, o benefício maior é o combate às drogas, agora no leste do Estado. “Nós teremos também o cão-de-guarda, de ataque, treinado, e com condições de fiscalizar com maior operacionalidade os barcos que passam pela cidade. Temos o apoio da Prefeitura, do Ministério Público e do Poder Judiciário que ajudam na infraestrutura da criação do canil de Parintins. Temos que ter as baias para os cães, vacinas, rações e inúmeras situações”, ressalta.

O comandante do 11º Batalhão diz que está bastante avançada a questão de apoio operacional para a efetivação da estrutura da unidade canina. “As transações penais, a priori, as que forem possibilitadas, serão destinadas à construção do canil. Tive uma conversa com a Promotoria de Justiça e repassei a relação dos materiais. A promotora ficou de nos ajudar e levar isso ao Judiciário para que possamos começar a implementar o canil aqui. Será de grande valia no combate às drogas, mas é um policiamento mais presente que ocupa maior espaço e de visibilidade à sociedade”, garante.

você pode gostar também