Carona de mototaxista se transforma em ‘pesadelo’ para estudante

Foto: Melk Guerreiro

Da Redação | Parintins 24 Horas

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A Polícia Civil investiga o caso de um estudante de 14 anos, da Escola Estadual Gentil Belém, bairro Santa Clara, que denunciou ter sido vítima de tentativa de abuso sexual, na estrada da comunidade do Parananema, na tarde de terça-feira, 20 de agosto. O aluno aceitou carona oferecida espontaneamente, na Praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, Centro, por volta das 17h30.

Em vez de conduzir o aluno para casa, na Rua 03, bairro Itaúna 02, o motorista seguiu outra direção. De acordo com relatos do estudante, a carona se transformou em pesadelo, quando houve mudança de trajeto para um ramal na estrada, perto do Aeroporto Júlio Belém, onde o mototaxista praticou ato libidinoso. A vítima não se recorda nem do nome, nem do número de inscrição do colete, mas reconhece o suspeito, caso o veja pessoalmente.

A mãe, Márcia Maria, descreve como tudo aconteceu. “Meu filho disse que não tinha dinheiro para pagar a ‘corrida’. O mototaxista disse: – Não se preocupa, porque vou te dá uma carona. Mandou meu filho subir na moto. Ele levou meu filho que, quando passou da ‘Cidade Garantido’, começou a ficar com medo, porque sabia que não era mais o caminho de casa. Ele disse que sentia vontade de mijar e convidou meu filho para uma volta”, revela a mãe do aluno.

O estudante se recusou a ir ‘dá volta’ com o mototaxista, mas o veículo estava em movimento. “Ele continuou e levou meu filho lá para a estrada, em um ramal perto do aeroporto. Ele parou a moto para mijar e meu filho desceu. Depois, ele chamou meu filho e disse que não conseguia mijar. Meu filho falou que queria voltar para casa, mas ele disse assim: – Vem aqui. Faz pelo menos eu vazar”, conta.

O mototaxista mostrou as partes íntimas ao estudante que ficou com medo. “Meu filho pedia para voltar, pois tinha hora para chegar em casa. Esse mototaxista pensou um pouco, vestiu a roupa, trouxe ele de volta, mas o deixou próximo de casa. Eu perguntava o que tinha acontecido e meu filho tinha medo de falar. Ele resolveu contar para a avó dele o que tinha acontecido e, depois, para mim”, explica.

Com colaboração do jornalista Geandro Soares

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