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Caso Renatinho: família é perseguida e se esconde de ameaças e ataques

Foto: Henrique Aporcino / Agora Parintins

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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A morte do suposto líder de uma facção criminosa em Parintins, Renato Ferreira de Oliveira, o Renatinho, no dia 31 de março, ainda gera conflitos na cidade. Esta semana uma família, que preferiu não se identificar, sofreu ameaças e ataques de parentes das famílias envolvidas. Eles alegam serem vítimas de vingança.

A família ameaçada procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência. Eles estão recebendo ameaças e tiveram a casa incendiada esta semana. “Querem matar todo mundo da família Lopes. A família tem que estar escondida. Não dorme direito. Não come direito. Porque a qualquer hora e momento pode invadir a casa da família”, disse uma testemunha que por motivo de segurança não será revelado o nome.

A vítima conta que sua família vive com medo. “Eles estão ameaçando ainda, porque eles querem quebrar, querem atacar fogo na casa. Eu acho isso errado. Então, eu sou um membro da família também. Eu já ando escondido, já ando olhando pro lado e pro outro. Assim não tá dando certo a vida de ninguém. Aí passam de moto, pisam na porta, queima a casa da mulher. Isso é certo? Cadê as autoridades?”, questionou.

Para a família, as ameaças e os ataques sao motivados por vingança. “A motivação é sobre aquela morte daquele rapaz que mataram lá na rua Padre Torquato (Renatinho). Então, eu tô aqui pedindo proteção, pedindo a punição também sobre os infratores que apedraram a casa da dona… Poxa os criminosos, os rapazes que mataram já não estão preso? Eu só acho que isso é errado. É por isso que eu tô aqui querendo proteção pra nossa família”, declarou temerosa.

As vítimas também citaram a morte do seu José Brito, que foi morto no dia seguinte ao homicídio de Renatinho. Fato desencadeado da primeira morte e que tornou mais explícita a rixas entre famílias e membros de facções criminosas da cidade. Esse crime também segue em investigação. Tanto o caso de Renatinho, quanto de José Brito seguem sem conclusão.

O titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP), delegado Adilson Cunha, informa que a polícia invetiga o caso. “Essa ocorrência ainda é em virtude daqueles acontecimentos, das mortes que ocorreram naquela semana, da briga de duas famílias. Na realidade em que alguns já estão presos, inclusive alguns serão transferidos. A polícia civil continua na investigação do caso e mais pessoas ainda pra essa semana poderão ser presas também em virtude dessa situação que ocorreu ontem (incêndio criminoso). Então, nada disso vai passar impune. A Polícia Civil vai atrás de quem cometer esse crime contra a família, pra que a gente possa dar uma resposta à sociedade. A justiça tem que ser feita conforme manda lei e não adianta retaliar desse jeito, senão vai continuar isso, é um matando o outro. Não é isso que a população parintinense quer”, concluiu.

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