CDs 2016 dão o tom da disputa entre a Francesa e a Baixa.

Por Nárnia!

Foram apresentadas as versões oficiais das toadas de Caprichoso e Garantido para a disputa do título do 51º Festival Folclórico de Parintins cujo mundo bovino, porém, cão é dividido entre azul e vermelho. Tão inopinado quanto inaudito foi o processo de produção/gravação até o resultado final de ambas as obras musicais que embalarão as duas nações da ilha: Azul e Vermelha. Uma vez apresentados os arsenais, os que rebuceteiam vão no trá! Mas, preparem o Lexotan e o Rivotril, pois, o cretino colunista gosta de acelerar!

ouvido

VIVA PARINTINS!

O CD 2016 do Boi Caprichoso foi finalizado e apresentado – semanas atrás – ao Conselho de Artes seguindo para a prensagem. A obra é composta por 21 toadas que servirão de trilha sonora para o projeto temático denominado “Viva Parintins!”, rumo ao bicampeonato da Francesa e do Palmares. O projeto azulado tem como finalidade principal a exaltação do chão de bravos onde o  Boi-Bumbá de estrela na testa é um dos protagonistas do folclore popular parintinense, fruto de uma gente misturada, alegre, festeira, devota e autodidata na arte de criar e de dá vida à sua criação. Após um workshop com os compositores, o Conselho Musical em conjunto com o Conselho de Artes realizaram a seleção das obras que estrelam o produto musical assinado pelos produtores Valdenor Filho (Pelado Jr.),  Joel Maklouf, Neil Armstrong, David Assayag e Reinaldo Cardoso.

PRODUÇÃO

O processo de produção das 21 faixas de “Viva Parintins!” iniciou-se no dia 26 de janeiro e durou um pouco mais de 50 dias, merecendo algumas observações primordiais a serem feitas pelo cretino colunista, literalmente, de segunda:

  • O trabalho dos produtores é simplesmente irrepreensível quanto à produção, propriamente dita, ou seja, a concepção das harmonias e dos arranjos. Ainda nesse aspecto, obras de fraco desempenho – enquanto “demo” – obtiveram um surpreendente salto de qualidade, resultado de uma profunda modificação na estrutura dorsal de tais “demos” (letra e música). Aos produtores azulados o mais sinceros e merecidos parabéns pelo excelente trabalho que estende-se ao Conselho de Artes pelas alterações acertadas realizadas no repertório;
  • A produção recebeu uma matéria-prima de qualidade dispare, ou seja, enquanto as toadas genéricas eram muito ruins as estratégicas eram muito boas. Após, o processo de produção a maioria das genéricas continuaram muito ruins, enquanto as estratégicas ficaram excelentes. No caso das genéricas, houve uma superprodução para disfarçar certas feiuras, em outras palavras, capricharam nos arranjos – excelentes por sinal! – para compensar suas letras paupérrimas sem conteúdo e sem mensagem;
  • O fator mais expressivo desta produção, sem a menor sombra de dúvida, é o resultado obtido com as toadas estratégicas. As toadas tribais, lendas e rituais são de um capricho ímpar desde a concepção, passando pelo contexto musical e desaguando no contexto harmônico. Isso deve-se ao trabalho de alto nível dos produtores;
  • David Assayag é insuperável;
  • Os backs do Boi Caprichoso também são merecedores de elogios e de aplausos pelo excelente trabalho executado nesta obra;
  • Mas, nem tudo é elogio. Os “cacos” – que o torcedor azulado ouve desde 1997 – do ex-levantador e apresentador, Arlindo Jr., são totalmente irritantes, batidos e desnecessários. Além, de transparecer uma tremenda falta de respeito e consideração para com o atual apresentador que sequer fora convidado para dizer “oiiiii” em uma das faixas o que dirá dividir toada com o Imperador;
  • A mixagem da obra “Viva Parintins!” de toda não é ruim, mas, faltou a cereja do bolo. Em algumas toadas o canto do levantador, os instrumentos e o canto da galera foi posto muito lá em cima acabando por “estourar” e “distorcer” as mesmas. Já em outras toadas, o canto da galera é simplório e  Na maioria das faixas onde foi inserido a galera não acompanha a melodia da toada e o canto do levantador, sem contar nas inserções desnecessárias (por exemplo, quem tem menos de 30 anos e acompanha o festival há pelo menos 20 anos está careca de saber que o pajé do Boi Caprichoso chama-se Waldir Santana) e exageradas (umas palmas – como diz o parintinese: cachorras! – ao final das toadas). Se a intenção era passar a impressão de clima de Bumbódromo passaram longe, pois faltou um “meteorologista” mais profissional.

TOADAS

As 21 toadas da obra azulada passaram na reavaliação do cretino colunista levando em consideração sua versão final e oficial. Desta para a anterior, realizada na divulgação dos repertórios em formato de “demo”, algumas mudanças significativas:

  1. Caprichoso, Eterno Amor (Carlos Kaita, David Assayag, Joel Maklouf, Paulinho Medeiros e Romildo Freitas): Particularmente, o cretino colunista não abriria o CD com esta toada por três razões: 1. Por possuí entre seus compositores os próprios produtores; 2. Por a mesma não possuir a energia suficiente para impactar já na primeira faixa e; 3. Não transmiti e tampouco sintetiza o tema, o qual dá nome à obra. Em si, a toada é regular. O que a “mata” a toada são os cacos que remetem a uma época quase pré-colombiana. Nota 6,0;
  2. Viva Parintins! (Adriano Aguiar): Síntese da temática do projeto 2016, exercendo a sua função vital: descrever o tema e como tal, merecedora natural e mais acertada de abrir o CD. Além da característica de síntese, possui uma força emotiva em sua letra, sendo pra cima e visceral. Nota 10,0;
  3. Somos Marujada de Guerra (Dodozinho Carvalho, Carlos Kaita e Joel Maklouf): A melhor “demo” entre as genéricas que apesar dos pesares, em termos de participação especial, continua com o título de a melhor entre as genéricas. Nota 10,0;
  4.  Tandavú (Gabriel Moraes, Juarez Lima Filho e Joel Almeida Lima): Apesar de uma pequena queda comparando-a com a versão “demo”, a mesma ainda possuí a potência que a fez – e faz – ser uma obra excelente. Nota 10,0;
  5. Tupinambá, a conquista (Carlos Kaita, Adriano Aguiar, Romildo Freitas, Roberto Soares e Alexandre Azevedo): As alterações em sua letra faziam-se necessárias para a contextualização da mesma dentro do projeto do Conselho de Artes. O resultado final é mais do que satisfatório. Nota 10,0;
  6. A Cura e a Fé (Hugo Levy e Neil Armstrong): Quando o talento de compor resulta em uma obra de qualidade (letra e música) agregando-a com um magnífico arranjo dá nisso: espetáculo! Nota 10,0;
  7. Viva Nossa Floresta (Adriano Aguiar, Joel Maklouf, Ericky Nakanome e Jr. Dabela): O Conselho de Artes quando divulgou a versão azulada de “Alô Brasil” a maioria absoluta dos torcedores azulados e rubros criticaram a toada afirmando que acabaram com a “demo” e etc. O cretino colunista foi um dos pouquíssimos – e raros – que aprovou a mudança. Hoje, essa mesma maioria elogia a toada (torcedores “Tipo Net” são assim mesmo). Toada forte, com uma mensagem compreensível e de fácil assimilação. Nota 10,0;
  8. Não Arrego pra nada (Marlon Oliveira, Cristiano Cordeiro e Roberto Jr.): O arranjo é o que há de melhor na obra. Nota 3,0;
  9. Trigésima Dança (Adriano Aguiar): Se a toada limita-se ao trecho que puseram na cabeça da mesma seria maravilhosa. Mas, tem o todo o resto que é deprimente, copioso e de lascar! Nota 3,0;
  10. Paitunaré, o cavalheiro das águas (Adriano Aguiar e Waltinho Oliva): Irretocável! Umas das favoritas do cretino colunista. Nota 10,0;
  11. Yanomami, filhos da terra (Guto Kawakami e Geovane Bastos): Muito boa como “demo”, muito boa como toada oficial. Nota 10,0;
  12.  Monhangaripi (Geovani Bastos): Absurdamente fantástica. Letra, música, arranjo, enfim, uma obra de arrepiar! Nota 10,0;
  13. Juma (Betinho Filho, Judson Souza, Marcus Becil, Malheiros Jr. e Adrinao Aguiar): Uma das mais fortes lendas desta temporada. É tão boa que chega a ser “chiclete”. Nota 10,0;
  14. O Artista Parintinense (Mayra Cavalcante e Paulinho Medeiros): A grande e grata surpresa desta produção. Da “demo” para a versão oficial um salto de qualidade sem precedentes. Nota 9,0;
  15. Gira a Camisa Azulada (Carlos Kaita, Joel Maklouf, Roberto Soares e Alexandre Azevedo): Zika, Chikungunya e Dengue não é tão ruim quanto, mas, igualmente está na boca do povo. Nota 3,0;
  16. Maria, a deusa Tupinambá (Klinger Araújo, Vanessa Alfaia, Carlos Kaita e Maran Valério): O corte da “fala” da cunhã foi acertadíssimo. É tribal, é dançante, é ótima! Nota 10,0;
  17.  Parintintin, a tribo (Carlos Kaita, Neil Armstrong, Romildo Freitas e Tilla Jones): Tribal à altura e digna de sua nota: 10,0;
  18. Tocaia Kagwahiva (Gerlean Brasil, Paulinho Medeiros, Everton Auzier e Jr. Dabela): A preferida do cretino colunista. A estratégica que mais ganhou força em sua versão oficial. Nota 10,0;
  19. Apaixonado Torcedor (Betinho Filho, Judson Souza, Marcus Becil, Malheiros Jr., Adriano Aguiar e Luciano Canavarro): A salvações em termos de toadas genéricas ficou ainda melhor com a alteração em seu refrão. Nota 10,0;
  20. Rito Ju’riju’rihuve’e (Arlen Barbosa e Luis Armando): Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Dito isso, o cretino colunista reconhece que a toada que entrou por último no repertório 2016 – pela porta dos fundos – tem suas qualidades e que na versão oficial as mesmas potencializaram-se. Nota 10,0;
  21.  Amarum Chacaruna (Geovane Bastos e Adriano Aguiar): Enlouquecedora, simplesmente! Nota 10,0.

No geral, o CD 2016 “Viva Parintins!” do Boi Caprichoso tem na constância de suas obras a superioridade individual que sobressai aos percalços do repertório e dão força vital ao coletivo; tecnicamente a obra é muito boa. Nota 9,0 (com louvor!).papo

GARANTIDO

O CD 2016 do Boi Garantido foi finalizado na semana passada, o mesmo já está disponível para um grande número de torcedores. A obra é composta por 20 toadas que servirão de trilha sonora para o projeto temático denominado “Celebração” rumo a reconquista do título para a Baixa do São José. O projeto encarnado tem como finalidade principal celebrar a tradição e a criação de Lindolfo Monteverde; A fé do ribeirinho; Os costumes, crenças, mitos e ritos do povo de alma vermelha. Celebrar o folclore brasileiro pulsante no coração do Boi Garantido; Celebrar a vida do caboclo amazônico; Celebrar as etnias resistentes; Celebrar a ancestralidade; Celebrar a miscigenação do povo parintinense; Celebrar o dom da vida, da arte, do talento e, o principal, celebrar o amor de ser vermelho, de ser perreché da Baixa do são José.

PRODUÇÃO

O processo de produção das 20 faixas de “Celebração” começou com um certo atraso, devido a lenta e demorada fase de pré-produção. Com  um pouco mais de 30 dias a obra musical da Baixa do São José foi finalizada e o cretino colunista destaca seus pontos fortes e fracos:

  • O trabalho da equipe de produção composta por Alder Oliveira, Paulinho Dú Sagrado e Fred Góes tinha tudo para dá errado, mas, contrariou as mais otimista das previsões. Em comum acordo com a Comissão de Artes mexeram – e não foi pouco – no repertório: mudaram letras, melodias, harmonias e realizaram trocas de toadas. As mudanças tinham o único intuito de contextualizar a trilha sonora de acordo com o projeto de arena, amarrando-o pela fundamentação. A concepção musical encarnada é clássica, de estremo bom gosto e puramente audível;
  • A matéria-prima recebida pela equipe de produção da Baixa do São José também foi dispare, isto é, ao mesmo passo que possuíam “demos” fantásticas, possuíam “demos” horrendas. Após a produção algumas das horrendas ficaram “simpáticas” e as fantásticas na maioria quase que absoluta ficaram espetaculares;
  • Fator determinante nesta obra é a beleza musical que chega a ser um doce afago aos ouvidos mais críticos do reino do Boi-Bumbá. Beleza oriunda do casamento de toadas com conteúdo e mensagem, principalmente, as genéricas que mesmo algumas não agradando ao gosto do cretino colunista dispõem de grandes possibilidades na arena e ao longo da temporada. Não seria piegas dizer que a produção encarnada celebrou a paz de espírito em seu trabalho;
  • Sebastião Jr. vem evoluindo, gradativamente, ao longo desses anos como Levantador de Toadas. Sendo este o seu melhor trabalho em rubros CDs;
  • O backs do Boi Garantido com apenas 03 vozes – Sidney Resende, Mara Lima e Luciano Brasil – realizaram um trabalho espetacular. É impressionante o resultado obtido por esta tríade de querubins que vão do mais angelical ao mais sombrio com a mesma qualidade;
  • Mas, a obra encarnada também têm seus desméritos. As 05 toadas genéricas que obtiveram notas abaixo de 5,0 na primeira análise do repertório pelo cretino colunista, algumas tiveram uma melhora significativa enquanto outras só “Jesus na causa”. Algumas mudanças causaram estranheza e descontentamento já na primeira audição;
  • Por conta dessa toadas que não “dialogam” com o restante da obra, mesmo com o esmerado trabalho dos rubros produtores, foi inevitável, para alguns, a sensação de um CD “meia boca”;
  • A mixagem da obra “Celebração” é perfeita. Cada instrumento, canto e efeito no seu devido lugar de forma harmônica sem agredir-se como se estivesse em uma batalha pela própria existência. A límpida mixagem de “Celebração” só poderia ser de responsabilidade do bruxo do som: Allyson Low. “Macaco velho” nas  produções encarnadas mandou mais uma vez super bem.

TOADAS

As 20 toadas da obra encarnada passam, novamente, pela avaliação do cretino colunista levando em conta sua versão oficial. Desta para a anterior, realizada na divulgação dos repertórios em formato de “demo”, houveram grandes, profundas, acertadas e não tão acertadas mudanças que fizeram desta obra uma incógnita aos olhos e ouvidos do cretino colunista.

  1. Celebrar (Sebastião Jr.): Toada que é a síntese da temática encarnada, em sua mais ampla concepção contextual. O tema encarnado está musicalizado na letra desta toada. Por conta desta função e importância abre o CD. Não é uma toada que agrade à primeira audição, mas, não se pode negar a sua funcionalidade descritiva de forma objetiva, motivo principal e fundamental de sua nota. Nota 10,0;
  2. De Coração (Maurício Filho – Ademar Azevedo): Toada que poderia, tranquilamente, abrir o CD devido a força e a carga emotiva de sua letra e mensagem. Melodia carregada de sentimento e energia sendo a mesma impactante logo nos primeiros acordes. Nota 10,0;
  3. Ritual Karajá (Paulinho Dú Sagrado): O compositor que só é superado por ele mesmo, só poderia ousaria escrever o último capítulo da trilogia encarnada do Apocalipse dos Karajá. A Toada é carregada de positividade, além de audaciosa em sua concepção e apresenta-se como o melhor ritual desta temporada. Nota 10,0;
  4. Caldeirão Vermelho (Maurício Filho – Ademar Azevedo): Aconteceu o que parecia impossível, após o sucesso de “Os Camisa Encarnada” a dupla emplacou mais um hit com a mesma pegada e energia. A toada é de arrepiar! Nota 10,0;
  5. Monstro Yapuritã (Maurício Filho – Ademar Azevedo): O clima fantasmagórico, sombrio e horripilante da toada é sensacional. Fortíssima concorrente a ser uma das melhores, quiçá a melhor lenda desta temporada. Nota 10,0;
  6. E Isso que é Galera (Murilo Maia – Vanilson Oliveira): A toada que substituiu a fraquíssima toada de Rainha do Folclore revelou-se uma decisão acertada acabando por ser uma das mais gratas surpresa do CD. De letra simples, mas, que transporta o torcedor para dentro da mesma pelo lado da raça, possuí um refrão extremamente fácil (do tipo chiclete) fazendo desta toada uma realidade absoluta de sucesso. Nota 10,0;
  7. Universo Tribal (Paulinho Dú Sagrado): Mestre nessa área, o compositor brinda os torcedores encarnados e aos amantes da toada com uma obra carregada da “grife” sagradiana: qualidade tribal e musical! Nota 10,0;
  8. Auto do Boi Garantido (Enéas Dias – Marcos Boi – João Kennedy): Belíssima obra por sua simplicidade, contexto com uma levada nordestina necessária à obra sem a inserção à força ou por simples e puro modismo. Nota 10,0;
  9. Jurupari (Demetrius Haidos e Geandro Matos): Outra troca acertada. O ritual é a representação fidedigna do estilo “grego” de fazer toada. Uma ótima obra só poderia ter uma ótima nota. Nota 10,0;
  10. Eu Sou Garantido, Garantido (Rafael Lacerda – Carlos Adonai Vasques): O cretino sempre acreditou neste toada desde que a ouviu pela primeira vez, por a mesma ser pra cima, alegre e vibrante. O sentimento continua o mesmo, mas, evidente que da versão “demo” para a versão oficial houve uma pequena queda por conta das trocas das vozes. Mas, sua qualidade e sua força mantém sua nota. Nota 10,0;
  11. Lendárias Amazonas (Enéas Dias – Marcos Boi – Mario Andrade): Toada envolvente, possuí uma introdução vocal fantástica que envolve o vocal principal e em certos pontos protagoniza com o mesmo com maestria e desenvoltura admiráveis. Nota 10,0;
  12. Legado de Seringueiro (Demetrius Haidos – Geandro Pantoja): Raiz, visceral, ancestral e autêntica. Assim é essa obra-prima em forma de figura típica. Nota 10,0;
  13. Macacos Vermelhos (Maurício Filho – Ademar Azevedo): Engana-se que acha que a obra perdeu força com as mudanças em sua letra e música. Em sua versão “demo” era – como dizemos hoje em dia – “fodástica” e em sua versão oficial ficou mais didática e contextual e foi isso que causou tanta estranheza, porém, manteve sua força vital. Neste caso, em específico, é uma questão pura e tão somente de costume. Nota 10,0;
  14. Caboclo Sacaca (Marcos Lima – Eder Lima): A obra melhorou muitíssimo com a produção que recebeu. Ficou uma típica figura típica regional. Nota 9,0;
  15. Eu Sou a Toada (César Moraes): Sem a menor sombra de dúvida a toada/ (letra) mais bonita desta temporada. A obra é pura poesia musicada oriunda da alma e tendo a alma como alvo principal. Ave César…Moraes! Nota 10,0;
  16. Maior Que Tudo (Inaldo Medeiros – Gaspar Medeiros – Caetano Medeiros): Pode parecer até brincadeira, mas, não é que a versão oficial ficou até audível. Nota 3,0;
  17. Terra Brasileira (Helen Veras – Murad Aziz – Diogo de Aguiar): Em si a letra dessa toada é longe de ser ruim e cai como uma luva na proposta temática de “Celebração”. É nesse sentido, a nota atribuída a mesma. Nota 10,0;
  18. Garantido de Fé (Marcelo Garcia): A toada que mais sofreu mudanças na letra desde a versão “demo” até sua versão oficial: a mais aceitável e audível. Nota 5,0;
  19. O Canto da Galera (Suammy Patrocínio – Demetrius Haidos): Muito básica! Nota 5,0;
  20. Encanto da Paixão (Rozinaldo Carneiro): Pulável! Nota 3,0.

No geral, o CD 2016 “Celebração” é uma incógnita devido a fragilidade de 25% de suas obras que puxam o repertório para baixo. A troca de 03 toadas foi acertadíssima (o número bem que poderia ter chegado a 05) salvando, assim, o resultado final. No rubro CD, o coletivo é refém da fragilidade individual de algumas obras que ocasiona uma profunda discordância entre as demais; tecnicamente a obra é excelente. Nota 8,0 (com muita benevolência e ressalvas deveras!).   seo

– Curumim alesado estais aí?

– “Cim”…”Cim”!

– Você tinha razão quando disse na semana passada que o discurso e o argumento do teu presis foram implodidos.

– O senhor ouviu os áudios que lhe enviei?

– Ouvi. Percebeste uma coisa?

– Não. O quê?

– Que a implosão deu-se de dentro para fora?

– Sério?

– Claro, curumim. O teu presis estava nu com a mão no bolso e o que é pior: com as vergonhas à mostra.

– Que maldade meu velho!

– Sua, não minha!

– Off Line.

orelha

Na maioria das vezes, o ser humano tem tudo para dar certo, porém, suas escolhas o afastam do caminho do sucesso. Dito isso, transportando para a nossa realidade bumbalesca, o Boi Garantido tinha tudo para fazer o melhor CD dos últimos 10 anos. Porém, escolheu errado ao acomodar toadas de baixíssima qualidade e sem expressão no lugar de toadas significativas que poderiam agregar um grande valor ao seu produto musical final oriundo do rubro certame. Mas, em detrimento ao seu repertório abriu mão de obras que hoje lhe fazem falta, por exemplo: Alô Brasil, Celebração da Resistência, Serenou Laranjeira, Cortinas Vermelhas, Quilombolas da Amazônia, Ritual Pakicé Mundurucu, Boi Mascarado só para citar algumas. Que fique a lição: tudo parte de uma boa trilha musical e por incrível que pareça o expert nesse assunto desaprendeu. Melhor para o Boi Caprichoso que começou capenga de toadas e findou com o CD superior ao da Baixa do São José, contudo, haverá os que vociferarão: “CD não ganha título”: de fato! Mas, se bobear derruba um!

rap

* Uma coisa em comum entre os CDs 2016 “Viva Parintins!” e “Celebração”: duas ou três toadas que poderiam ser exemplificadas da seguinte maneira. Imagine uma mulher muito, mais muito feia que pela graça divina arruma um namorado rico que é convidado para um festa de gala, o namorado dá um banho de loja na amada e horas e horas no melhor salão de beleza. Ao chegar à festa as mulheres comentam como ela está bem vestida e maquiada, mas, os homens – expert no assunto – dizem por uma única boca: “Tá bem vestida, mas, continua muito feia”. #AssimSaoAlgumasToadasOficiais;

* O CD “Viva Parintins!” possuí seus destaques individuais: Geovane Bastos com suas obras incríveis; Adriano Aguiar pelo seu talento de compor sucesso; Gerlean Brasil, Betinho Filho, Marcus Becil, a tríade azulada (Gabriel Moraes, Juarez Lima Filho e Joel Almeida), e Carlos Kaita (CIA LTDA) pelo conjunto da obra e a dupla estreante Arlen Barbosa e Luis Armando. #OCretinoColunistaProcuraSerJusto;

* O CD “Celebração” também possuí seus destaques individuais: César Moraes pelo primoroso e belo trabalho”; Maurício Filho e Ademar Azevedo pelas obras impactantes; Paulinho Dú Sagrado pelo melhor ritual da temporada; Enéias Dias, Demetrius Haidos e Geandro Pantoja pela constância de suas obras; Rafael Lacerda pelo renascer do seu estilo original e Murilo Maia pela feliz surpresa de “E Isso que é Galera”. #MandaramMuitoBem;

*  “De Coração”, “Caldeirão Encarnado”, “E Isso que é Galera” e “Eu Sou Garantido, Garantido” formam o “quarteto fantástico” das genéricas encarnadas. #PorradaDemais;

* Já o Boi da Estrela tem seu “quarteto fantástico” nas estratégicas: “Monhangaripi”, “Tandavú”, “Tocaia Kagwahiva” e “Amarum Chacaruna”. #Fodasticas;

* No quesito as mais bonitas de cada CD o cretino colunista elege pelo lado blue “A Cura e a Fé” e pelo lado red “Eu Sou a Toada”. #AudicaoPrazerosa;

* Já as “menos bonitas” de cada CD o cretino colunista elege pelo lado blue  “Gira a Camisa Azulada” e pelo lado red “Encanto da Paixão”. #AudicaoTortuosa;

* As surpresas de cada CD ficam com “O Artista Parintinense” pelo Caprichoso e “E Isso que é Galera” pelo Garantido. #UpGrade;

* Apostas para hits 2016: “Caldeirão Vermelho” e “E Isso que é Galera” pelo Garantido e “Viva Parintins!” e “Somos Marujada de Guerra” pelo Caprichoso. #TemTudoPraExplodirNoBumbodromo;

* O primeiro Bar do Boi, no Clube da Assimpa, no último sábado, 02, realizado pelo Movimento Marujada foi um sucesso. A decisão pelo local dos dois últimos luais como a nova casa do evento mostrou-se acertadíssima e sinalizou uma recomeço em busca da reconquista de antigos e novos frequentadores do mais tradicional evento bovino de Manaus. #ShowDebolaCarlosNery;

* O local ainda precisa passar por algumas adaptações para o melhor funcionamento do Bar do Boi como a estrutura de palco, camarotes, som e banheiros. No mais está tranquilo e favorável. #VaiMelhorSeDeusQuiser;

* Em relação aos shows não houve nenhum razoável e nem péssimo, todos os artistas estavam em noite inspirada. Arlindo Jr. e Klinger Araújo fizeram os melhores shows da noite que tiveram a supervisão da poderosa Marta Braga, a senhora absoluta do palco azulado. #MandaPrendereSoltar;

* Por falar em camarote, nem um outro bombou tanto e reuniu tanta gente bonita e personalidades do meio quanto o do Bradesco sob a batuta da queridíssima Juliana Delmiro. #SoOsTopsEVips;

* Outro camarote que também bombou foi o camarote da Imprensa organizado pela mais que querida Marilza Mascarenhas reunindo os colegas da imprensa local e da ilha com a presença do jornalista Aderaldo Reis da Rádio Clube de Parintins. #ArrasaivoComoSempreMari;

* Quem bombou mesmo no ensaio azulado e foi mega assediada pelos torcedores de ambos os bois foi a ex-cunhã poranga do Boi Garantido, Tatiane Barros, que esteve presente ao local e dançou muito ao som das toadas do Boi Caprichoso. Em especial, a toada Amazônia nas Cores do Brasil. #EuViTudoNinguemMeContou;

* O pré-candidato à presidência do Boi Caprichoso, o empresário Babá Tupinambá, com sua odisseia semanal conquistou Manaus na corrida por votos na eleição deste ano. Pelo menos nas terras dos Baré o único nome que se fala, anuncia, e estampa camisas e faixadas é o do empresário. Neste sábado comemorou no Bar do Boi  o aniversário de suas gêmeas, Safira e Sofia Muniz Pontes, com direito a parabéns cantado no palco e com direito a breve discurso de agradecimento. #TupinambaAConquista;

* Se o cretino colunista pudesse dar um conselho aos demais pré-candidatos diriam: mexam-se e abram o olho ou serão engolidos antes mesmo de entrarem em campo. #SozinhoEmCampoeDeCaraParaoGol;

* De negativo mesmo só a falta de consideração – e respeito – da Ambev para com o Movimento Marujada. A patrocinadora do festival agiu de forma nada parceira em uma clara demonstração de que ajuda o Boi de Parintins, mas que em Manaus que se virem. Depois fica toda melindrosa quando o Movimento vai buscar parceria na concorrente: na Brasil Kirin. #MuiParceriaSoQueNao;

* No sábado, 02, em Parintins, no Clube de Campo do Caprichoso, a diretoria azulada realizou a Missa de Abertura da Temporada que marca o início dos trabalhos nos galpões do Boi Caprichoso para a disputa do festival deste ano. Hoje, 04, os primeiros trabalhadores entram nos galpões para a construção do projeto de arena azulado. #MuitoBoaSorte;

* Na sexta-feira, 01, no Ensaio Show da Marujada, no Atlético Rio Negro Clube, a Rainha do Folclore do Boi Caprichoso e atual Rainha do Peladão, Brana Dianná, comemorou o seu aniversário nos braços de sua nação. Lindamente bem produzida brindou seus súditos com o carinho e atenção que lhe são peculiares. #ParabensRainhaMorena;

* Na última quinta-feira, 31, o Boi Caprichoso gravou seus clips 2016 no Country Club, em Manaus, para a TV Acritica. Entres os itens oficiais estiveram presentes à gravação o levantador de toadas David Assayag e a cunhã poranga Maria Azêdo. O Boi Garantido gravou seus clips na sexta-feira, 01, entre os rubros itens estiveram presentes o levantador de toadas Sebastião Jr. e a cunhã poranga Verena Ferreira. #Divulgacao;

Foto: Assessoria de Imprensa
Foto: Assessoria de Imprensa

 

* Por falar em Verena Ferreira, a cunhã campeã do festival de 2015 está sofrendo um pequeno problema na coluna, por recomendações médicas a Deusa das Cunhãs não usará costeiras em suas apresentações futuras até o festival. #MelhorasGatesa;

* No próximo sábado, 09, o Boi Garantido realizará o seu primeiro Curral de 2016 na quadra da Escola de Samba Vitória-Régia no tradicional bairro da Praça 14. #TaConfirmado;

alvo sabá

ronaldo

renato

exc

aris

É só por hoje…

Por hoje!

Até a próxima…

#SouVitima!

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