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Ceres e suas manchas brilhantes

Figura 01: Ceres e algumas de suas manchas. Créditos da imagem: ESO.

O maior corpo da cinta de asteróides é o planeta-anão Ceres e encontra-se localizado entre Marte e Júpiter.

Figura 02: Concepção artística da cinta de asteróides.
Figura 02: Concepção artística da cinta de asteróides.

 

Figura 03: A sonda espacial Dawn- concepção artística. Créditos da imagem: NASA.
Figura 03: A sonda espacial Dawn- concepção artística. Créditos da imagem: NASA.

A superfície de Ceres foi mapeada em ricos detalhes pela sonda Dawn, que está a orbitar o planeta-anão pouco mais que um ano.

Como mostrado na figura 01, há pontos muito brilhantes na superfície de Ceres, que refletem muito mais radiação do que os demais pontos do planeta-anão. Tais manchas, como passaram a ser denominadas, já haviam sido detetadas pelo telescópio espacial Hubble em 2003 e 2004, porém, não de maneira tão clara como fez a sonda Dawn.

A mais brilhante dessas manchas localiza-se dentro da cratera Occator e dá indícios que o planeta-anão possivelmente seja muito mais activo do que qualquer outro astro em sua circunvizinhança próxima.

Figura 04: Craterra Occator- em destaque o ponto mais brilhante da superfície de Ceres. Créditos da imagem: ESO.
Figura 04: Craterra Occator- em destaque o ponto mais brilhante da superfície de Ceres. Créditos da imagem: ESO.

Estudos mais detalhados do ESO apontaram para uma movimentação destas manchas em detrimento à rotação do planeta-anão em torno de si próprio.          Também foram notadas variações inesperadas das mesmas manchas, que sofrem evaporação na presença da luz do Sol. Levantando a hipótese de que o material presente em tais manchas seja volátil. Recentemente, sugeriu-se que esse material altamente reflexivo nas manchas de Ceres poderá ser gelo d’água exposto recentemente ou sulfato de magnésio hidratado.

Caso alguma dessas hipóteses venha a ser confirmada, Ceres então se destacará mais ainda frente os demais objectos da cinta de asteróides.

Curiosamente, a fonte de energia que origina a perca de material da superfície de Ceres é desconhecida até o presente momento.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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