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Chuva de meteoros

Por definição, dá-se o nome “chuva de meteoros” ao fenômeno no qual a Terra cruza o rastro deixado por algum cometa ou por alguns asteroides. Quando os cometas se aproximam do Sol há liberação de seu material volátil, o que originará estruturas conhecidas por coma e cauda. Ao longo do processo de evaporação, as partículas sólidas se desprendem do núcleo, ficando assim pelo caminho. Logo, quando a Terra atravessa esse rastro deixado pelo cometa, as partículas sólidas (abandonadas pelo cometa) entram na atmosfera terrestre e produzem o belíssimo fenômeno denominado “chuvas de meteoros”.

Entretanto, há também chuvas de meteoros causadas por material deixado no espaço pelos asteroides [embora sejam raros, existem]. Neste caso, trata-se de asteroides que sofreram colisão, ou corpos que já foram cometas, mas acabaram por perder seu material volátil, dando origem à um rastro de partículas sólidas que ficarão para trás.

Popularmente, os meteoros são também conhecidos como “estrelas cadentes”. Um detalhe interessante é que as partículas sólidas ao entrarem à alta velocidade na atmosfera da Terra, tornam-se incandescentes em virtude do choque com as moléculas de ar . À medida que as partículas sólidas penetram nossa atmosfera, as mesmas deixam um rastro de fumaça. Muitos chamam a esses corpos (partículas sólidas incandescentes) de “fireball” que ao ser traduzido para o português tornou-se “bola de fogo”, mas o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o solo são denominados meteoritos. Assim, após a ocorrência de um meteoro podemos encontrar vários meteoritos.

A partir do princípio que a Astronomia atual conhece (com certa precisão) as órbitas de vários cometas e asteroides, além da órbita terrestre, portanto, pode-se estimar quando acontecerá uma chuva de meteoro – mas não há como precisar (com imensa exatidão) a quantidade de meteoros em uma chuva, neste caso, o mais razoável seria fazer uma estimativa (a qual pode se confirmar ou não).

Os meteoros, portanto, podem surgir esporadicamente, ou seja, aqueles que ocorrem sem nenhuma previsão; ou provenientes das chuvas de meteoros, neste caso, as previsões possuem datas praticamente fixas.

Em toda chuva de meteoros, há um ponto do céu a partir do qual temos a impressão que os meteoros estão a surgir dele. Tal ponto denomina-se radiante, logo, cada chuva de meteoros recebe o nome da constelação onde se localiza seu radiante.

 Ao longo do mês de novembro, termos as seguintes chuvas de meteoros:

tabela

Tabela 1: Horário local é o horário de Parintins a partir do qual o radiante estará visível.

Cortesia: Planetário Digital de Parintins. NEPA/UEA/CNPq.

 O detalhe é que a luminosidade devido a Lua não atrapalhará a observação dos meteoros. Uma vez que, nas noites em a Lua se fizer presente, ela estará com apenas 25% de sua face iluminada.

Para finalizar a postagem de hoje, iremos aqui sublinhar a chuva de meteoros aniversariante. Explico, a α-Monocerotídeas completará, em 2015, 20 anos desde a sua última grande atividade de meteoros. Esperamos uma média de 5 meteoros por hora, entretanto, em 1995 essa chuva de meteoros apresentou um surto de atividades (algo em torno de 400 meteoros/hora). Segundo especialistas, a próxima grande atividade nesta chuva de meteoros deverá ocorrer em 2043. Espera-se que a máxima atividade deste ano aconteça em 22 de novembro, às 00:25 horário de Parintins.

Um segundo, por favor! Não poderia deixar de avisá-los: para observarmos as estrelas cadentes não precisaremos de telescópios, ok? Principalmente as chuvas mais intensas, podem ser observadas à vista desarmada. A indefinição, mais uma vez, fica por conta da instabilidade do tempo. Haja vista que a previsão do tempo é de céu parcialmente nublado com pancadas de chuva ao longo da noite.

Despeço-me de si desejando-lhe bons céus e uma ótima observação a todos!

No próximo post, falaremos sobre calendário lunar e astronomia planetária-parte 2. Até a próxima!

ceuuu

Figura 02: Mapa celeste de Parintins para este mês.

Cortesia: Planetário Digital de Parintins. NEPA/UEA/CNPq.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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