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Chuvas de Meteoros

Figura 01: As chuvas de meteoros são comumente lembradas pelo termo: “estrelas cadentes”.

Em abril teremos um mês agitado em termos de chuvas de meteoros. Entretanto, a região Norte brasileira fica um pouco prejudicada, pois, as constantes chuvas não dão trégua. Na maioria das vezes, o céu fica parcialmente ou totalmente coberto pelas nuvens.

No início do mês temos as chuvas de meteoros “Virginídeos”: θ-virginídeos, α-virginídeos e γ-virginídeos. De maneira simplificada,    denomina-se Virginídeos as diversas chuvas de meteoros que tem seus radiantes situados na constelação de Virgem.

Figura 02: Constelação de Virgem - em destaque estão os pontos A, B e C, respectivamente: α-Virginis, γ-Virginis e θ-Virginis. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 02: Constelação de Virgem – em destaque estão os pontos A, B e C, respectivamente: α-Virginis, γ-Virginis e θ-Virginis. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Na figura 02 estão indicados por pontos (em vermelho) os radiantes das chuvas de meteoros Virginídeos. O ponto A indica o radiante       α-Virginis, o ponto B indica γ-Virginis e o ponto C indica θ-Virginis. Em Parintins, a constelação de Virgem aparece logo após o pôr-do-Sol e permanece no céu amazonense até 4h da manhã (horário local). Ocupando a região mais alta do céu por volta das 22h45min.

Figura 03: Constelação Popa - em destaque o radiante π-Pupídeas. Também chamamos a atenção para Sírius e Canopus. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 03: Constelação Popa – em destaque o radiante π-Pupídeas. Também chamamos a atenção para Sírius e Canopus. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Uma chuva de meteoros que terá seu máximo a 23 de abril é a             π-Pupídeas, espera-se algo em torno de 30 meteoros observados a cada hora. Para facilitar sua localização, sugerimos que você encontre, primeiramente, Sírius e Canopus. Em Parintins, a constelação Popa estará alta no céu tão logo o Sol se decline. Ficará visível no céu da ilha até às 22h30min.

Figura 04: Constelação Lira - em destaque o radiante das Líridas. A nossa sugestão é identificar primeiro a estrela Vega. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 04: Constelação Lira – em destaque o radiante das Líridas. A nossa sugestão é identificar primeiro a estrela Vega. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Líridas são chuvas de meteoros com máximo previsto para dia 22 de abril, cujo radiante é limítrofe da constelação Lira. A nossa sugestão, neste caso, é que você identifique primeiramente a estrela Vega. Em Parintins, a  constelação Lira se tornará visível a partir das 22h35min, na direcção nordeste. E ficará visível até o amanhecer.

Há também a α-escorpídeas, com máximo para 28 de abril. A constelação de Escorpião estará visível no céu amazonense a partir das 20h40min. Para encontrá-la, a nossa sugestão é que você olhe para a direcção sudeste e, primeiramente, identifique Antares.

Figura 05: Constelação de Escorpião - em destaque o radiante das α-Escorpídeas. A nossa sugestão é identificar primeiro a estrela Antares. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 05: Constelação de Escorpião – em destaque o radiante das α-Escorpídeas. A nossa sugestão é identificar primeiro a estrela Antares. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Embora o máximo dessa chuva de meteoros aconteça em maio, iremos citá-la, pois, a partir de 15 de abril começaremos a observar “bolas de fogo” (como foram denominadas) vindo daquele foco. Trata-se da ξ-Aquáridas. A constelação de Aquário ficará visível, no céu amazonense, a partir das 01h30min da manhã e vai até o amanhecer. Para observá-la olhe na direcção Este.

Figura 06: Constelação de Aquário - em destaque o radiante das ξ-Aquáridas. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 06: Constelação de Aquário – em destaque o radiante das ξ-Aquáridas. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD, membro do ST/Brasil, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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