Cobranças abusivas de energia em Parintins são denunciadas na Aleam, Procon e Aneel

Da Redação | Parintins 24 Horas

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Na contramão do anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a redução de 5,96% das tarifas no Amazonas, a partir de 1º de novembro, Além das interrupções emergenciais ocorridas para alívio de cargas em alguns bairros de Parintins de agosto até setembro as contas de consumidores da zona urbana de Parintins chegaram com um presente de grego: valores astronômicos.

Em alguns casos, a empresa Amazonas Energia elevou as cobranças em mais de 100%, no mês de outubro. Quem pagava R$ 100, por exemplo, até setembro, recebeu tarifa com o dobro ou triplo de acréscimo.

A autônoma Rosana Pessoa ficou decepcionada com o preço elevado da energia do mês de outubro. “Fui reclamar do mês passado que veio R$ 1.200 e ganhei um aumento. Não adianta reclamar. Não ganhamos uma”, declarou. Thaís Farias também sentiu o duro golpe praticado pela distribuidora de energia. “Aqui em casa passou de R$ 250 para R$ 475. Não adianta a gente reclamar por aqui. Temos que fazer alguma coisa rápido, senão vamos trabalhar somente para pagar energia”, criticou. A conta de Maria Souza pulou de R$ 600 para R$ 968.

Edwan Oliveira não consegue compreender que a conta de luz subiu R$ 377,38 para R$ 623,13. “Eu não dobrei o consumo de energia, porque moro sozinho com meu filho. Isso nos indigna. É algo muito grave que precisa ser visto pelas autoridades. Não tenho como trabalhar somente para pagar luz. Talvez, agora, a população terá uma reação. Espero que os administradores dessa empresa coloquem a mão na consciência de que não podem ‘tirar o coro’ das pessoas dessas forma”, desabafou.

Deputado Saullo Vianna (PPS)

Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado Saullo Vianna (PPS) denunciou a empresa distribuidora de energia, por conta da cobrança abusiva nas contas de energia, principalmente no interior. “Eu recebi diversas reclamações de usuários de Maués, de Parintins e Nhamundá. Foi feita a conferência dos contadores de energia por mais de 30 dias. Deixou de cobrar e cobrou acumulado. Aí, contas de R$ 150 passaram para R$ 450 e isso causou um grande problema às pessoas”, explicou.

O deputado estadual disse que esse fato pegou desprevenido quem vive de um ou dois salários mínimos e tinha organizado as finanças mensais para pagar as contas em dia. “Teve essa surpresa das contas terem sido cobradas quase que o dobro. Vamos apresentar essas denúncias na Aleam e, juntamente com requerimento, vamos acionar tanto o Procon, quanto a Aneel, por conta desse problema das cobranças da energia no interior do Amazonas”, informou Saullo Vianna.

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