Coleção de luxo produzida com apoio de artesãs da Amazônia é apresentada em Paris

Leveza com um toque de sobriedade marcam a coleção de outono-inverno 2022 da designer de luxo uruguaia Gabriela Hearst com linhas, decotes e até couro para a marca Chloé. Mas o que pode parecer comum para quem acompanha a evolução da moda mundial, o “detalhe” dessa coleção chama a atenção: materiais produzidos por meio de práticas sustentáveis com apoio de artesãs da Amazônia.

E o destaque ainda maior foi para o jogo de imagens entre catástrofes climáticas que atingem todo o mundo – como secas e incêndios – que ilustram a frente dos suéteres e malhas, enquanto no verso as mesmas paisagens estão preservadas. As peças fazem parte de um programa de apoio da marca à ONG Conservation International, que apoia a autonomia e liderança de mulheres indígenas na garantia da conservação de seus territórios e florestas em toda a região amazônica no Brasil e em alguns países da Amazônia Internacional.

No manifesto descrito no site oficial da marca, cujo comando criativo agora é de responsabilidade de Gabriela, o destaque é para o incentivo às mulheres, com o objetivo de gerar impacto positivo “por um futuro mais justo”.

“O legado de nossa fundadora, Gaby Aghion, e sua visão de feminilidade continuam a inspirar nosso compromisso de longo prazo para elevar as mulheres, reequilibrar as desigualdades de gênero e promover a inclusão. Nosso objetivo: criar produtos bonitos com impacto significativo para as pessoas e para o planeta. Sabemos que precisamos tomar ações ambientais imediatas enquanto ainda há tempo, por isso já estamos engajados em mudar o que precisa ser mudado e encontrar alternativas sempre que possível”, justificam.

Também informam que há preocupação com a cadeia de produção e fornecimento de materiais, por isso afirmam que com um plano “ambicioso”, querem investir mais em ações com mulheres e comunidades “como agentes de mudança”.

“Temos o compromisso de transformar nossas operações e mudar nossa mentalidade por meio de esforços nas práticas cotidianas. Queremos melhorar a sustentabilidade social e ambiental com maior transparência e responsabilidade”, informam.

 

Com informações do Portal Amazônia

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