Com parceria entre prefeitura e governo do Estado, Passeio do Mindu começa a ser revitalizado

A Prefeitura de Manaus iniciou, na segunda-feira, 22/3, a revitalização do Passeio do Mindu, espaço público muito utilizado para prática esportiva e lazer, no Parque 10, zona Centro-Sul da capital. A medida é uma ação entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio do ‘‘Trabalhando a Liberdade”, que disponibilizou a mão de obra de 60 homens do regime penitenciário para trabalhar no local.

Segundo o vice-prefeito e titular da Seminf, Marcos Rotta, no local serão realizados trabalhos como recuperação de meio-fio, calçadas, revitalização da pista de caminhada, troca dos pontos de iluminação, manutenção das pontes, capinação, revitalização de gradil, bancos, quadras, entre outras intervenções. Dependendo do clima na capital, a ação deve ser realizada pelos próximos 30 dias.

‘‘O projeto nos encantou muito, não só pelo alcance, mas, acima de tudo, pela qualificação desses homens. São pessoas qualificadas a exercer as mais diversas funções, e nós estamos em um cenário muito adverso e complicado, no qual 800 homens da Seminf estão em casa, pois têm acima dos 60 anos. Esta é uma ação institucional que vai começar por esse projeto piloto aqui pelo Mindu. Vamos revitalizar toda essa área com limpeza, com poda, pintura e com infraestrutura total, enfim, é uma ação integrada e coordenada pela Seap, através do coronel Vinícius (Almeida), com a parceria institucional da prefeitura’’, explicou Rotta.

O vice-prefeito destacou ainda a economia que a parceria vai gerar para os cofres públicos municipais, uma vez que o déficit orçamentário deste ano nos cofres da prefeitura é de, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão.

‘‘Não tenho dúvidas quanto à economia. Vou dar exemplo: em uma praça que foi revitalizada, o governo gastaria em torno de R$ 200 mil, com a adoção da mão de obra dos internos, o valor ficou em R$ 48 mil, uma economia grande aos cofres públicos. Este ano a prefeitura terá R$ 1,4 bilhão a menos que na gestão passada. Essas parcerias visam minimizar também os prejuízos financeiros’’, afirmou o vice.

O programa

 O secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, destacou a parceria com a prefeitura, por meio da Seminf e Casa Militar Municipal, que irá ampliar a atuação no local com a presença da Guarda Municipal, para resguardar a segurança das pessoas que frequentam o local.

‘‘Hoje, inauguramos um novo momento para a cidade de Manaus, uma visão da prefeitura, por meio do vice-prefeito  Marcos Rotta, que foi a pessoa que conseguiu enxergar essa parceria e as possibilidades. Aqui, as pessoas que estão trabalhando fazem parte dos regimes fechado e provisório, ou seja, são do complexo do Compaj, e vão estar aqui diariamente para realizar esse serviço aqui no passeio do Mindu. O que temos que esclarecer a sociedade, que aqui não é um projeto de limpeza, é um projeto de revitalização de infraestrutura, nós estamos pegando uma área que a reforma custaria muito caro aos cofres da prefeitura e estamos nessa parceria reduzindo os custos ao máximo, mas com uma entrega de extrema qualidade’’, garantiu o secretário da Seap.

Ampliação

Marcos Rotta adiantou que o Mindu é apenas o primeiro passo da parceria, que deve ser ampliada para diversos outros pontos da cidade de Manaus. ‘‘A ideia é estender essa ação aos canteiros da cidade da capital que estão totalmente destruídos. Queremos adotar um paisagismo que a cidade precisa, carece, merece e vai ter com essa parceria institucional que nós criamos pelo bem da população’’, disse ele.

Vinícius Almeida explicou que, a cada três dias trabalhados, os internos ganham um dia de remissão de pena. Segundo ele, todos os participantes do projeto passaram por cursos de qualificação. ‘‘É um projeto em que todos nós ganhamos. Ganha o interno, o governo do Estado, a prefeitura e, principalmente, a sociedade. Como já disse o vice-prefeito, isso é bom para que a sociedade entenda que aqui é um projeto de Estado, não é um projeto político, é um projeto de entrega aos manauaras. Não temos custo com a mão de obra, eles  ganham com a remissão’’, finalizou.

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