Combate ao coronavírus tem reforço de oito médicos parintinenses recém-formados pela UEA 

Foto: Michell Mello

Por Gerlean Brasil

Parintins (AM) – Aline Garcia Farias, Giulia Farias Pontes, Brenda de Oliveira Picanço, José Gilmar Ferreira de Oliveira Filho, Marcelo Augusto Pereira Batista, Harrison Baraúna, João Paulo Brandão Medeiros e Ykaru Monteiro  colaram grau antecipadamente pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os profissionais da saúde encaram o maior desafio da vida no início da profissão: o enfrentamento da pandemia de Covid-19.


Ao todo, 75 médicos, entre eles, os oito filhos de Parintins, formados pela UEA, reforçam o sistema de saúde pública do Estado do Amazonas. Os médicos recém-formados estão à disposição da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), por 180 dias, conforme a Resolução nº 07/2020 da UEA. Após esse período, os alunos poderão acrescentar o tempo de experiência ao histórico escolar.

A médica Giulia Farias Pontes desistiu de oferta de bolsa, em Manaus, pela vontade de atuar na terra natal. “Se passei pela cota do interior, eu tenho que ajudar o meu interior. A antecipação da formatura foi para que pudéssemos contribuir no combate ao coronavírus. A perspectiva do grupo todo é voltar para poder trabalhar, em Parintins. A gente se dispõe a ajudar a sociedade para o bem coletivo, porque necessitam de nós”, revela.

Médicos tiveram formatura antecipada pela UEA.

Os médicos estudaram, por seis anos, mas as comemorações de formatura ficarão para quando a pandemia for vencida. O momento, para todos os profissionais, é mergulhar fundo no trabalho na luta contra a doença. “A situaçãoé muito complicada, porque a gente vivencia isso há algum tempo dentro dos hospitais. As coisas muito ruins. Muitos de nós já iniciamos os plantões para ajudar a população em geral”, afirmou Giulia Farias Pontes.

O médico João Paulo Medeiros ressaltou ter muita disposição para entrar na batalha contra o novo coronavírus. “Justamente, nessas situações inesperadas, que muitas vezes nos assustam, precisamos juntar toda a nossa coragem e aliar com a nossa determinação para mostrar ser possível vencer esse inimigo. O mundo precisa se unir e fazer tudo que for necessário para que possamos sair com o mínimo de danos possíveis”, frisou.

O médico Marcelo Augusto enfatizou o desafio de concluir a graduação e declarou que receber a missão de atuar na linha de frente contra a Covid-19 não será uma tarefa fácil. “Foi tudo uma grande surpresa, desde a pandemia, até a colação especial. Literalmente, fui convocado para uma grande batalha contra um inimigo totalmente silencioso que está gerando caos e insegurança para a população mundial”, confessou.

“Porém, sei que com a ajuda de Deus e de todo aprendizado adquirido em seis anos de graduação, lograremos êxito, ao auxiliar no cuidado e atendimento da população. O Curso de Medicina da UEA é referência no Norte do Brasil. Tendo em vista o estado de calamidade decretado no Amazonas, a UEA nos confiou e preparou, com um ensino de qualidade e professores qualificados para exercer uma profissão tão honrosa”, destaco Marcelo Augusto.

A antecipação da formatura se deu, por conta da Medida Provisória nº 934 do Ministério da Educação, de 1º de abril de 2020, que autorizou as Instituições de Ensino Superior a abreviar a duração dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia, excepcionalmente para enfrentamento da pandemia de Covid-19. O requisito é que o estudante tenha cumprido a carga horária mínima de 75% do estágio curricular obrigatório ou do internato.

você pode gostar também