Começa a semana do maior espetáculo Folclórico do Brasil

Artistas dos bumbás destacam o momento de superação vivido pela cidade de Parintins no 51º Festival Folclórico de Parintins

Parintins (AM) – Parintins entra na semana de seu Festival Folclórico. O período que antecedeu o evento foi de muita polêmica, do abandono do governo do estado às portas do espetáculo. Da manifestação dos artistas locais para salvar a festa. E serão eles, os artistas, os grandes responsáveis em manter o brilho da estrela azulada e o bater do coração vermelho.  

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Nos galpões e ateliês, artesãos, aderecistas, escultores, soldadores, costureiras, pasteladores, pintores entre tantos outros trabalhadores são parintinenses anônimos orientados pelos chamados “Artistas de Ponta” que durante os últimos meses deram movimento as estruturas, cor ao espetáculo, beleza e contorno ao rústico. A superação dessas pessoas mantém viva a memória de quem dedicou a sua vida ao boi bumbá de Parintins como Lindolfo Monteverde, Luiz Gonzaga, Porrotó, Ednelza Cid, Zeca Xibelão entre tantos outros “imortais” da história da festa.

Juarez Lima artista. Foto: Carlos  Alexandre
Juarez Lima artista. Foto: Carlos Alexandre

Nos galpões de alegoria do Boi Caprichoso o artista Juarez Lima destaca que a história da arte mostra que o artista sempre teve como missão superar a crise e ser incompreendido. “Mesmo no caos o artista tem na sua profunda capacidade superar qualquer adversidade. Não será a crise que vai sucumbir à arte”, afirmou Juarez, um dos primeiros nomes a levar o talento dos artistas da terra para fora do estado do Amazonas.

Artista Júnior de Souza
Artista Júnior de Souza

Para o artista Júnior de Souza, que pelo segundo ano defende o touro negro, o desafio serve de combustível para encontrar alternativas e solucionar as dificuldades encontradas. “É num momento desses que temos a convicção de quanto essa festa é importante para o município de Parintins e para o Amazonas como identidade cultural. É difícil, mas os artistas estão se empenhando, se doando trabalhando aos domingos para fazer um festival grandioso”, afirmou.

Do lado vermelho e branco o discurso e a dedicação são os mesmos do lado azul. Desde ontem as alegorias da primeira noite do Festival do boi da Baixa de São José já estão na área de concentração do Bumbódromo. Para Roberto Reis, membro da comissão de arte, antes de pensar em fazer o bumbá grandioso na arena do bumbódromo às mãos dos artistas receberam o apoio das mãos da população com doações de tinta, cola entre outros materiais. “Nós já sofremos muito aqui com a enchente, por exemplo, agora este ano a situação foi uma experiência nova e nós estamos trabalhando com o coração, unido e muito forte”, assegurou.

Rogério Azevedo artista do boi Garantido.
Rogério Azevedo artista do boi Garantido.

Para Rogério Azevedo os artistas vencem barreira com humildade, com união e construirão um dos melhores festivais. “Não é apenas a construção de um projeto, mas o esforço de uma cidade que dentro das dificuldades mostraremos ao mundo que nossa cidade precisa dessa festa”, concluiu.

O Garantido prossegue nesta quinta-feira a condução dos módulos alegóricos para a concentração do bumbódromo enquanto o Caprichoso inicia o translado de suas alegorias na quinta-feira.

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