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Covid-19: a simples e difícil missão de respirar

Covid-19: a simples e difícil missão de respirar

Uma das maiores dificuldades e que mais causam a ansiedade, nervosismo e até a morte de pacientes com a Covid-19 é falta de ar. Nesse cenário de pandemia, os profissionais da saúde que atuam diretamente na melhora da condição de respiração das pessoas tem papel fundamental entre a vida e morte das pessoas. Não se fala muito deles, mas os fisioterapeutas

O hospital Jofre Cohen tem mais de 10 fisioterapeutas, atuando no combate da COVID-19. Eles ficam divididos em clínicas, escalados de acordo com a demanda do hospital e fazem avaliações em todos os pacientes internados. Sua maior função é fazer com que os doentes consigam manter uma tarefa simples, porém muito difícil para quem esta com o novo coronavírus: respirar.

O Parintins 24h entrevistou o fisioterapeuta Salomão Souza, que atua no Jofre Cohen e vivência uma rotina que nos últimos dias vem se mostrando corrida e sobrecarregada, devido o aumento dos casos em Parintins. Ele informa que “um dos principais procedimentos realizados é o protocolo de VNI (Ventilação Não Invasiva), onde usamos aparelhos BIPAP que ventilam O2, com a finalidade expandir o pulmão comprometido e assim melhorar a circulação de oxigênio. A maior dificuldade é quando realizamos todos esses procedimentos, esgotamos todas as possibilidades, e não conseguimos melhorar o estado do paciente, restando apenas a possibilidade de intubação e remoção para a capital”.

Salomão e os demais profissionais de saúde já conseguiram salvar muitas vidas, ajudando os pacientes a respirar melhor. Porém, também já passou por situações difíceis de perda. “O momento de perda e dor é o mais difícil de lidar, não apenas para a família, mas também pra todos os profissionais que tiveram contato com o paciente. É uma vida que se perde, não é apenas mais um número nas estatísticas. Nesse momento buscamos força para ajudar a família que sofre e continuar trabalhando pra que outras vidas não sejam perdidas”, conta entristecido.

O profissional relata a difícil missão de se manter forte e tranquilo diante de um cenário triste e corrido. “Como profissionais precisamos cuidar da nossa saúde mental e nos fortalecer para lidar com esse tipo de situação. Muitas pessoas precisam do nosso trabalho, do nosso conhecimento e principalmente, da nossa atenção. Uma vida perdida causa dor, mas essa dor se transforma em força para ajudar outras pessoas a vencerem”, destaca.

Diante de um aumento considerável de internações no hospital Jofre Cohen, Salomão faz um pedido a população parintinense. “Como profissional de saúde, que acompanha diariamente tantos pacientes, recomendo que todos sigam as orientações de combate ao COVID. Use máscara, higienize as mãos com frequência, evite aglomerações. Se puder, não tenha contato com pessoas idosas e dos grupos de risco. Se cada um se conscientizar e tomar as medidas de segurança, os casos de contaminação diminuirão e conseguiremos vencer”, finalizou.

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