Dançarinos parintinenses realizam performance coreográfica para contar a influência dos povos orientais na cultura amazônica

A iniciativa faz parte do projeto Amazônia Oriental - Performance e Instalação foi aprovado na Lei Aldir Blanc- Edital Encontro das Artes, por meio da Secretaria Especial de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Foto: Bianca Freitas/Amazônia Oriental.

Dançarinos parintinenses vão realizar neste domingo (25) a performance conexões de fibras e tem o objetivo retratar a influência dos povos orientais, principalmente indianos e japoneses, na cultura amazônica.

A performance será transmitida na página do projeto Amazônia Oriental – Performance e Instalação, a partir das 18h, com apoio da Direct Produções.

O coreógrafo Rodrigo Cabral é o responsável pela idealização da performance. Ele explica um pouco da linha cronológica que vai reger a apresentação.

“O nosso elenco vai defender a dança de cada país. Vamos iniciar o espetáculo com a Índia no estilo Kataki, que irá contar uma história. Ela é o melhor estilo para representar o contexto histórico da juta. No país existe vários tipos de dança, mas o Kataki é a arte de contar história. Depois vamos passar para o Japão com a dança do samurai e as gueixas. Chegando no Amazonas, vamos abordar o caboclo que trabalhou na Vila Amazônia”, ressalta.

A apresentação irá contar com os bailarinos Marden Rodrigues, Kildary Ferreira, Allexandro Dornelles, Lissandra Souza e Nathy Azevedo.

O pajé do Boi Garantido, Adriano Paketá, também contribuiu na idealização do espetáculo. Com grande experiência na dança, o artista ressalta o papel do projeto Amazônia Oriental – Performance e Instalação para o município de Parintins.

“Houve a necessidade de montar um pequeno trecho junto com o Rodrigo (Cabral), que é o coreógrafo principal do espetáculo. Juntamos algumas e formatou uma parte que estava pendente. Esse projeto é importante para Parintins. Vamos explorar a arte da dança indiana e japonesa. Também vou participar de um desfile com figurino amazônico e tem um grande desenvolvido por trás”, disse.

Ádria Barbosa também irá participar do desfile mostrando os trajes influentes dos povos orientais. Ela reforça que o projeto é importante para a cultura amazônica, principalmente em época de pandemia.

“É algo diferente de tudo que eu já me propus a fazer. Isso nos mostra quanto a arte está aí para nos ensinar em meio a tempos difíceis nos reinventar, exaltar nossos dons e, a cultura tão forte e presente em nosso dia a dia. O projeto é lindo, emocionante e de arrepiar”, conclui.

Sobre o projeto – A cultura brasileira é resultado da miscigenação entre brancos, negros e índios. Entretanto, grande parte da bagagem cultural do país, em especial a Região Norte, tem participação direta dos povos orientais.

Pensando nisso, um grupo de artistas de Parintins idealizaram um projeto a partir da investigação e percepção estética adquirida por meio do contato entre as culturas indiana, nipônica e amazônica, sejam presenciais ou virtuais.

A iniciativa foi aprovada na Lei Aldir Blanc- Edital Encontro das Artes, por meio da Secretaria Especial de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

A execução do projeto aconteceu por meio de oficinas e será concluída com o espetáculo coreográfico. Kamylle Sumaya, diretora geral do projeto, se mostrou muito feliz em participar deste projeto grandioso que vai além da cultura do boi-bumbá.

“É uma satisfação imensa contribuir com a cultura local, apresentando outras expressões artísticas além da cultura bovina. Tenho uma equipe de pessoas a qual costumo dizer que são ousadas, por trazerem novos conceitos de artes para Parintins, no caso a instalação e a performance juntas”, destaca.

Texto: João Paulo Castro

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