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De paciente a profissional da linha de frente: jovem conta experiência vivida no enfrentamento da Covid-19

Gilson Almeida | 24 Horas
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O professor de Educação Física da Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer (Semjuv), Luan Cavalcante, de 29 anos, conta sobre sua experiência vivida de paciente a profissional da linha de frente no enfrentamento da Covid-19 em Parintins.

Ele foi infectado pela doença em janeiro desse ano, quando todo o estado do Amazonas estava vivendo o segundo pico da pandemia que fez os hospitais ficarem superlotados e o estado teve a crise de oxigênio nas unidades hospitalares que fez muitos amazonenses morrerem. Ele sentiu os primeiros sintomas dia 6 e o seu quadro se agravou dia 9. A partir disso ele buscou atendimento em uma unidade básica de saúde (UBS) onde foi disponibilizado a ele o kit Covid o qual ficou tomando por cinco dias.

O jovem conta que com quatro a cinco dias depois ele não apresentou melhoras e continuava sentindo febre, dor nas costas, garganta inflamada, perda do paladar e olfato, diarreia e falta de ar. Com isso ele voltou à UBS e recebeu mais medicações que ajudavam a aliviar as dores. “Eu senti a falta de ar quando fiz o esforço de agachar para pegar um papel e colocar no lixo. Dia 19 foi quando precisei de atendimento mais especializado e fui ao hospital Jofre Cohen, referência no tratamento da Covid-19 no município. Lá fui diagnosticado com Covid e pelo raio x aparecia umas infiltrações no meu pulmão que segundo a análise do médico, já estava comprometendo em torno de 20 a 25% o meu pulmão”, recorda.

Desse modo, Luan ficou um dia na unidade e depois passou a se tratar em casa com medicações fortes para o pulmão. Depois de 14 dias em repouso absoluto ele voltou ao Jofre Cohen para reavaliação onde foi constatado sua recuperação.

Em fevereiro houve a parceria da Semjuv com a direção do hospital Jofre Cohen e os profissionais de Educação Física passaram atuar na unidade com atividades de fisioterapia para o fortalecimento do pulmão dos pacientes com Covid-19.

“A experiência foi muito boa. Eu me formei em Educação Física e não tinha essa experiência hospitalar. Fomos quatro professores que foram atuar no Jofre, criamos um protocolo nosso de acordo com a nossa observação e chegando lá foi tudo diferente. Tivemos que fazer adaptações conforme a necessidade de cada paciente. Foi um trabalho muito gratificante, aprendemos demais, tivemos a oportunidade de conhecer excelentes profissionais no Jofre e pessoas incríveis que estão somando forças para combater esse inimigo invisível. Eu tanto como profissional de Educação Física quanto pessoa consegui aprender bastante, aprender valores em relação a vida e com o próximo”, disse.

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