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De pai para filho: legado do artista Júnior de Souza será eternizado em Parintins

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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Mesmo após sua morte, o legado do artista Júnior de Souza se mantém vivo e será apresentado pelo próprio filho, Pablo de Souza, que dá continuidade ao trabalho do pai e faz o lançamento, no dia 25 de junho, do projeto “Revelando a Fábrica de Sonhos do Festival de Parintins”, aprovado junto a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Amazonas, na Lei Aldir Blanc.


“O projeto é um documentário audiovisual que pretende mostrar como é que funciona o processo de criação das três noites do Festival Folclórico de Parintins. Com isso, nós vamos exaltar a capacidade intelectual e artística do nosso povo. Assim como, justificar porque Parintins se transformou num patrimônio cultural do Brasil”, explica Pablo Souza.

Foram sete meses de trabalho, sendo que a pré-produção foi realizada pelo próprio Júnior de Souza. Após elaborar e aprovar o projeto, ele montou os roteiros para as entrevistas e filmagens. O considerado comandou o trabalho de dezembro de 2020 a janeiro de 2021, quando foi acometido pela Covid-19. Devido seu estado de saúde e, posteriormente, a morte de Júnior, o projeto ficou paralisado por 40 dias.


Pablo conta que, em homenagem ao pai, precisava retomar o projeto. “Decidimos continuar. Fizemos a produção que foi a coleta de entrevistas. São 45 entrevistas tanto de Garantido como de Caprichoso, que falam no documentário. Desde o presidente até o desenhista, mestre da batucada e da marujada, um artista, um figurista, todos. Nós esperamos que com o projeto, as pessoas entendam porque Parintins é de grandes artistas, porque cada um faz a sua parte que constrói essa grande festa e que encanta o mundo”, revela o filho.

Além de Pablo, deram continuidade ao projeto a esposa de Júnior, Milena de Souza, MBlack Marialva e Elenice Mourão. Foram três meses de edição e finalização do documentário. A equipe decidiu acrescentar uma homenagem a Júnior de Souza, considerado o pai da robótica do Festival Folclórico de Parintins. “Vê o resultado final hoje depois de todos esses processos que a gente venceu é muito gratificante, porque eu tenho certeza que meu pai está muito feliz com o que a gente tá fazendo e vamos dividir essa felicidade com outras pessoas, com essa exaltação que o documentário faz da capacidade do parintinense”, destaca Pablo.

Legado e homenagem

O projeto de Júnior de Souza fica como um legado de sua história e uma homenagem ao grande artista que ele foi. “Dar continuidade nesse projeto é muito mais do que a sensação de um filho pra um pai. Eu trabalhei 17 anos ao lado do meu pai, no Festival de Parintins. Meu pai passou mais de 25 anos sendo artista dessa festa. Então, é gratificante pra mim, é uma forma que eu encontrei pra dizer obrigado por todos os ensinamentos e ainda é mais gratificante porque eu tô executando aquilo que ele queria e que, infelizmente, não teve tempo”, disse o filho emocionado.

Pablo chegou a viajar para Curitiba, acompanhando o pai quando foi transferido para tratamento naquela cidade, vindo a falecer no dia 01 de março deste ano.
“Olhando pra trás, hoje eu não consigo entender como é que tive força pra continuar”, confessa.

O filho se mostra satisfeito com o trabalho do pai e ao fato de ter dado continuidade a um projeto importante para Parintins. “É uma mistura de emoção com a sensação de dever cumprido. Eu sempre falei pra minha mãe que ninguém morre enquanto permanecer vivo na mente das pessoas. Meu pai permanece vivo e com esse trabalho nós temos coisas que ele vai se eternizar muito mais, porque realmente é um belo trabalho, tem um peso significativo muito forte e vai mexer com a emoção de muitas pessoas”, finalizou.

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