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Descoberta Estrela de Neutrão na M31

Figura 01: Em destaque a curva de luz de um pulsar presente em Andrómeda. Créditos da imagem: Andrómeda - ESA/Herschel/PACS/SPIRE/J. Fritz, U. Gent/XMM-Newton/EPIC/W. Pietsch, MPE; Dados - P. Esposito et al (2016).

M31, ou simplesmente,  Andrómeda é o nome da Galáxia mais próxima de nós  e,  também, daquela que  fora considerada a gémea da Via Láctea.     A imagem da figura 01 está a repercutir no meio da Astronomia, tudo por uma única razão: o Telescópio Espacial  XMM-Newton (da ESA) confirmou a presença de um pulsar na Galáxia M31.

Figura 02: Em destaque, a Galáxia de Andrómeda que encontra-se a 0,778 Mpc de distância da Terra. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.
Figura 02: Em destaque, a Galáxia de Andrómeda que encontra-se a 0,778 Mpc de distância da Terra. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

Astrónomos da ESA fizeram a varedurra sobre Andrómeda  com o auxílio do Telescópio Espacial  XMM-Newton. Apesar de ser muito estudada, nunca estudos anteriores haviam registados  a presença de estrelas de neutrões em Andrómeda.

Mas afinal, o que significa isso? Estrelas de neutrões  são frutos de estrelas massivas que explodiram como supernovas. Resultando em uma estrela  menor e muito densa com elevada velocidade de rotação. E que, eventualmente, podem emitir  pulsos de radiação  na direcção da Terra. Uma comparação simples, mas que serve para fins didáticos, é como o farol que parece “piscar” (pulsar) à medida que o mesmo gira.

Até então, os pulsares  eram encontrados  em  casais estelares. Configuração típica para o canibalismo. Acto no qual a estrela de neutrão acaba por engolir a sua parceira. Aliás,  na Via Láctea é bastante comum  encontrar estrelas de neutrões  em sistemas binários.

A ideia de investigar Andrómeda, em busca de estrelas de neutrões não é inédita, surgiu nos anos 60, do século XX.

Apesar do registro, os astrónomos não sabem ao certo se estamos a lidar com  um pulsar  binário peculiar de raios-X de baixa massa ou  com um sistema  binário  de massa intermediária. Qual é a diferença? No primeiro caso, a estrela companheira é menos massiva que o nosso Sol. Ao passo que no segundo caso, a estrela  companheira tem aproximadamente duas massas solares.

Figura 03: Em destaque o Telescópio Espacial XMM-Newton. Crédito da imagem: ESA.
Figura 03: Em destaque o Telescópio Espacial XMM-Newton. Crédito da imagem: ESA.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da AIU, Membro da ST/Brasil, Membro do PLOAD/Brasil, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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