Detento do regime semiaberto morre após troca de tiros com policial militar, em Parintins

Após uma troca de tiros com um policial militar, o detento do regime semiaberto Joaquim Teixeira Machado, 21, vulgo “Bodinho”, morreu no início da madrugada deste domingo, 29, por volta de 00h40, depois de ser alvejado com 13 tiros. O fato ocorreu em frente à residência do jovem, na rua Paraíba, bairro Itaúna 1, em Parintins (município distante 369 km de Manaus). O PM também foi atingido e está internado em um dos hospitais da cidade.     

O médico legista Jorge de Paula Gonçalves, com apoio do auxiliar técnico Benedito Pimentel, concluiu o exame de necropsia às 9h45 da manhã. “Ele apresentou ferimentos múltiplos. O disparo fatal ocorreu no crânio da vítima, de modo que a levou a uma hemorragia cerebral. Entre os disparos trans-fixantes (maioria) e os tiros que pegaram de raspão, no total Joaquim foi alvejado com treze tiros”, informa o legista.

Os disparos também atingiram a região frontal do jovem, a coxa esquerda, coxa direita, perna direita, tornozelo direito e outras partes do corpo. Segundo Jorge de Paula, familiares contaram que viram Joaquim Machado com vida pela última vez por volta de meia-noite.

Legítima defesa

De acordo com o Tenente Ricardo Viana, comandante da Força Tática, que conversou com o PM no hospital, o policial seguia de moto na rua Paraíba com a esposa sentido bairro-centro, quando Joaquim efetuou dois disparos contra o militar, sendo que um atingiu a coxa esquerda dele.

“A esposa dele correu e se protegeu atrás da moto (depois um pastor a abrigou numa igreja evangélica). O PM reconheceu que era o “Bodinho”, pediu para ele largar a arma, mas o mesmo desobedeceu a ordem do militar que para se defender começou a atirar em legítima defesa, porque o meliante também estava atirando. A PM e a Polícia Civil fazem seu trabalho de prender os bandidos, mas eu não entendo como a Justiça deixa solto um elemento de alta periculosidade a sociedade após cometer tanto crime”, declara o Tenente Ricardo Viana.

O Tenente ressalta que no momento dos disparos “Bodinho” estava em frente à sua casa (onde funciona uma serraria) com outras duas pessoas. “Além do Bodinho, um dos outros dois também estava atirando”, enfatiza.

Familiares de Joaquim estavam muito abalados no IML da cidade a espera do resultado do exame de necropsia e preferiram não gravar entrevista no momento. De acordo com uma parente da vítima, que pediu para não ter o nome identificado, Joaquim atirou em direção ao PM em legítima defesa. “Ele tinha essa arma porque recebia ameaças”, relata.

Por Ataíde Tenório e Geandro Soares

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