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Dor, revolta e manifestação marcaram enterro de menina estuprada e morta em Parintins

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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A família da pequena Wemelly Santos Silveira, 05 anos, estuprada, morta e jogada no rio, na região da Valéria, em Parintins, fez o enterro do corpo da menina hoje, 16, pela manhã, no cemitério da comunidade Santa Rita. Enlutados e revoltados, família e moradores da localidade foram à ruas e ao cemitério com o corpo da menor, cartazes e um pedido veemente de justiça para que o autor do crime, Edno Michiles, 20, não seja solto.

Além do caixão e das lágrimas dos comunitários, o cortejo fúnebre levou o forte grito de protesto e justiça. Crianças da comunidade carregavam cartazes que expressavam uma indignação coletiva. “Os comunitários da Valéria clamam por Justiça”, “Esse crime não deve ficar impune”, denunciavam as faixas a caminho do cemitério.

“A gente tá aqui na comunidade dando apoio pra família. A gente está fazendo esse manifesto, pedindo justiça pra que as autoridades do nosso município de Parintins possam severamente dar punição em cima desse assassinato, dessa criança. A gente está acostumado ver as coisas acontecerem e a justiça simplesmente flexibilizar e não ser punido como a sociedade gostaria. Então, o povo da Valéria, a família da criança, a comunidade onde a criança residia na comunidade de Betel está apoiando, está manifestando em busca de justiça”, disse o morador da comunidade Santa Rita, Márcio José, em apoio à causa.

O professor Aeronildo Pires, que leciona na região da Valéria, destaca o clima de revolta na comunidade. “A população daqui da nossa região está toda indignada, revoltada com essa situação. Uma pessoa que vem de outro lugar fazer um filme bárbaro desse. A gente acolhe com tanto carinho e às vezes a gente não sabe quem está acolhendo dentro da nossa própria casa. Então, a família, os comunitários e toda a região aqui da Santa Rita, da região da Valéria, estamos indignados, revoltados com essa situação. Por isso, nós pedimos justiça”, criticou.

O crime

Edno Michiles confessou para a polícia que usou um celular para atrair a vítima para depois estuprá-la e matá-la afogada na comunidade Betel, na região da Valéria, zona rural de Parintins. O crime ocorreu na segunda-feira (14) e o corpo da vítima foi encontrado e conduzido para o Instituto Médico Legal (IML) na terça-feira (15). A Justiça decretou nesta quarta-feira a prisão preventiva do acusado, que será conduzido ao presídio público, Centro de Parintins.

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