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Dragagem do Rio Madeira entre AM e RO deve começar em setembro e atraso coloca risco navegação

Manaus (AM) – A ordem de início dos serviços de dragagem do Rio Madeira, no trecho entre o Amazonas e Rondônia, deve ser emitida em setembro. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda finaliza o processo licitatório iniciado no primeiro semestre deste ano. O nível do rio abaixo da média preocupa. Há previsão de estiagem mais severa, que pode comprometer ainda mais a navegação com a ausência de dragagem.

A dragagem é o procedimento para remoção dos sedimentos que se encontram no fundo do rio para permitir a passagem das embarcações em áreas mais assoreadas. No caso do Rio Madeira, o DNIT anunciou que um trecho 1.086 km de extensão, que vai da capital de Rondônia até o município de Itacoatiara (AM) receberá dragagem. O trecho é considerado crítico pelo próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte. O valor estimado para a dragagem é de R$ 81.825.643,70. Os serviços serão realizados com maior periodicidade durante 60 meses.

Os procedimentos preparatórios para realização da dragagem do Rio Madeira vêm sofrendo sucessivos atrasos. Em maio, a abertura e propostas do processo licitatório para contratação da empresa responsável pela realização da dragagem do Rio Madeira foi adiada para junho.

Rio Madeira - Divulgação Dnit

Foram abertas as propostas para os serviços de dragagem das áreas críticas do Rio Madeira no dia 14 de junho. Das oito empresas participantes, a Castilho Engenharia e Empreendimentos apresentou orçamento de R$ 68,7 milhões, o menor preço da sessão. Entretanto, a Comissão de Licitação considerou inabilitada a empresa na análise da qualificação técnica da licitante.

O DNIT divulgou a fase de habilitação foi concluída nessa terça-feira (12), e, com a inabilitação da primeira colocada, a segunda colocada, JEED Engenharia S.A., foi habilitada, com a proposta no valor de R$  69.551.797,14.

“A partir de agora, serão abertos os prazos para os recursos a que as empresas participantes têm direito. Somente após a homologação do resultado final do certame e a assinatura do contrato com a vencedora será possível emitir a ordem de início dos serviços. A estimativa do DNIT é que isso ocorra no próximo mês de setembro”, informou a Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do DNIT.

Navegação em risco

O Rio Madeira chegou a marca de 4,55 metros nesta quarta-feira (13). O nível é 8,05 metros abaixo da cota registrada no mesmo período do ano passado. A previsão de estiagem severa preocupa diante do atraso dos serviços de dragagem que não são realizados há dois anos. O risco de acidentes náuticos no período da seca colocou em alerta navegação na região. O baixo nível das águas e a existência de bancos de areia podem provocar colisões de embarcações.

“Esse adiamento da dragagem do Rio Madeira prejudica muito a navegação, principalmente no período da seca. Estamos esperando uma seca bastante rigorosa, pois as cotas atuais mostram que o rio está oito metros abaixo da mesma medida registrada no ano passado. Isso indica uma seca intensa. Precisamos muito dessa dragagem”, enfatizou Galdino Alencar Júnior, que é presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

O Rio Madeira é um dos principais corredores logísticos do país e integra o Arco Norte. Pela Hidrovia do Madeira ocorre o escoamento da produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus.

A dragagem do Rio Madeira entre os estados do Amazonas e Rondônia é uma antiga reivindicação das empresas de navegação, que operam no transporte fluvial de cargas e passageiros no Norte do país. “Temos feito uma campanha forte para que as ações nos pontos críticos sejam feitas e se tenha mais segurança na navegação”, afirmou o presidente do Sindarma.

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