E agora, o que fazer?

A partir desta semana, passarei a dar uma contribuição a este portal, na tentativa de convidar os leitores e uma reflexão sobre os mais variados assuntos do cotidiano, especialmente sobre a política brasileira, que anda em baixa porque deixou de ser instrumento de desenvolvimento da sociedade para ser utilizada em proveito pessoal, particularmente por aqueles que dela se tornaram profissionais. Desde logo, convido a todos a nos prestigiar e aproveito o ensejo para oferecer as primeiras linhas para reflexão.

Vimos assistindo ao longo dos últimos anos um show deprimente protagonizado pela maioria da classe política brasileira. Suas excelências têm usado e abusado do mandato no interesse próprio ou de pequenos grupos, especialmente econômicos, que se responsabilizam mais tarde, pelo financiamento de suas milionárias campanhas.

Há, no entanto, a compreensão clássica da sociedade, de que algo está errado, que o exercício da função pública está sendo banalizado em detrimento da população que sofre, e que, até manifesta seu ceticismo à classe, mas reclama isoladamente ou mesmo, se resigna e silencia. Porem, é de bom alvitre lembrar que se estes senhores que fazem uso equivocado do mandato que lhes foi confiado e, muitos deles lá estão se eternizando, apesar do péssimo trabalho que desenvolvem, em parte a culpa está no eleitor que para lá os conduz pelo sufrágio direto, nunca é demais lembrar do modelo político anacrônico, que interessa em muito a uma casta privilegiada e elitizada, vide a reforma política que depois de muito barulho, se limitou a aprovar dinheiro de emendas a campanhas eleitorais, numa afronta descarada a sociedade.

Mas quero também, manifestar meu ressentimento pela falta de novas lideranças na política, aliás pela forma de como o poder econômico tem encontrado mecanismos para abafar e por vezes calar a voz daqueles que se insurgem com críticas mais açodadas e propostas inovadoras. As novas lideranças que tem surgido, já chegam viciadas, corrompidas, já se apresentam como instrumentos das velhas raposas da política, em razão disso, penso que talvez esteja passando a hora de incentivarmos a formação de grêmios estudantis fortes nas escolas de ensino médio e reinventarmos os movimentos estudantis nas universidades. Aliás, a história nos mostra que estes dois instrumentos de política estudantil e social, renderam nomes comprometidos com a cidadania e com a responsabilidade de fazer política séria neste país.

É lamentável que tenhamos atualmente uma representação de tão baixo nível nos cargos eletivos, representantes que cuidam de esconder o fruto da corrupção em paraísos fiscais, lavagem de dinheiro, malas, dinheiro na cueca, em bunkers e tratam seus interesses escusos na calada da noite e de quebra oferecem jantarem e mais jantares com o dinheiro público, enquanto a população fica refém da bandidagem, das filas nos hospitais e falta de profissionais em quantidade suficiente para atender a população e escolas de péssima qualidade.

É mister, uma atitude urgente e positiva em defesa dos valores éticos, da aplicação correta e planejada dos recursos do erário publico, e o entendimento individualizado do cidadão de que tudo passa por ele, tudo reflete nele, no entanto, ele, o cidadão, só terá força e se fará ouvir, se organizado em grupos e com atitudes planejadas.

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