É “normal olharmos com ceticismo” para o OE2020

No dia da entrega do Orçamento do Estado para 2020, Cecília Meireles e José Luís Ferreira comentaram alguns dos pontos que já vieram a público.

OGoverno entrega esta segunda-feira, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), o primeiro da atual legislatura e que tem inscrito o primeiro excedente orçamental em democracia.

Este sábado, o Governo de Costa aprovou o documento em Conselho de Ministros extraordinário. No final, o primeiro-ministro recorreu às redes sociais para avançar que o OE2020 vem em linha de continuidade com a estratégia que o PS tem adotado, “das contas certas”.

As “contas certas” agradam não só o CDS como “qualquer pessoa que não quer deixar contas para os filhos pagarem”. A opinião é de Cecília Meireles que, em declarações à SIC Notícias, defende que importa analisar como é que estas medidas vão ser alcançadas. “A verdade é que continua o agravamento fiscal e não há menos impostos para a classe média. Temos um ritmo da economia com o crescimento a estagnar”, constatou.

Em relação aos serviços públicos, considerou a deputada centrista que, “depois de quatro anos a ouvir promessas” e a assistir-se à “degradação dos serviços públicos” é “normal olharmos com ceticismo” para o Orçamento do Estado.

Já José Luís Ferreira revelou que não há “nada negociado” e, analisando as medidas do OE que entretanto foram sendo avançadas, constata que “faltam as grandes questões que o PEV levantou“, nomeadamente “o combate às alterações climáticas”. O deputado espera que o facto de o primeiro-ministro António Costa não ter mencionado o tema na publicação no Twitter tenha sido “só um lapso nas redes sociais”.

Para o Partido Ecologista ‘Os Verdes’ há quatro eixos estratégicos que deveriam vigorar no Orçamento, designadamente as alterações climáticas, os serviços públicos, a justiça fiscal e as assimetrias regionais. Mas sobre estes, até ao momento, o PEV “não teve resposta”.

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