A Economia e a Política

Hoje quero oferecer algumas linhas sobre a economia e a política brasileira. Fica cada vez mais evidente, até para o mais modesto analista, que por mais que o governo brasileiro insista em chamar para si os louros de uma discreta melhora da economia brasileira, a verdade não é esta. O mercado cansou de esperar pela política, e começou e se movimentar, dando uma demonstração categórica de descolamento dela, especialmente da política suja e atrasada que tem sido praticada no Brasil.

Nos últimos anos, vimos um pequeno grupo de empresários sórdidos, se aliarem ao lado igualmente sórdido da política e sugar os cofres públicos numa verdadeira relação de compadrio e assim, praticarem toda sorte de troca de favores usando o erário público e favores políticos com mandato que lhes foi confiado pelo voto e prestarem à nação um desserviço.

Esta atitude prejudicou em muito a economia brasileira, cerca de 07 (sete) empresas da área da construção civil, passaram a dominar o mercado, em detrimento das pequenas e médias que tiveram que desaparecer do mercado, ou se contentar com as migalhas oferecidas pelas grandes. Foi assim que nosso malfadado congresso aprovou a desoneração da Folha de Pagamento de alguns seguimentos apadrinhados, em troca de propina, do mesmo modo, se fez redução de tributos, causando uma renuncia fiscal que causou grandes problemas à economia de alguns estados e municípios, pois estes tributos compunham a base do Fundo de Participação dos municípios, uma de suas principais fontes de arrecadação. Essa prática corrupta e sorrateira, levou a uma concentração de renda brutal, ao encarecimento demasiado das obras públicas, a redução da arrecadação, que aliada ao gosto publico desordenado e irresponsável, empurrou o país a uma situação de recessão que tirou empregos, empurrou muita gente para a informalidade e deixou as contas publicas de modo geral, em frangalhos.

Não sou contra a redução de impostos, mas qualquer atitude desse gênero, de forma irresponsável, como vem se fazendo no Brasil, a toque de caixa e no interesse de um pequeno grupo de apaniguados, sempre trouxe e continuará trazendo uma conta alta a ser paga pela população. A rigor, por falar em irresponsabilidade, o Brasil, não tem uma política de Estado clara para nada, fazem-se com frequência, planos com a intenção de ganhar novo mandado e quase sempre o discurso da campanha, não é o que se aplica no poder, assistimos hoje, desde a redução nos leitos dos hospitais passando pela precarização em alto nível das universidades, da pesquisa, do ensino médio, da segurança publica, não podemos esquecer a redução da atividade industrial ocorrida ao longo dos últimos dez anos e, coloquem aí, quantos etc. quiserem que caberá perfeitamente.

Retornemos, pois, ao discreto crescimento da economia, tão alardeado pelo atual governo como obra de sua lavra. Vivenciamos um momento de inflação em queda, o que é perfeitamente possível de ser entendido pela redução da atividade econômica que experimentamos ao longo de vários meses. Recessão gera diminuição de investimentos, redução de dinheiro circulando, via de consequência queda no consumo e substituição de hábitos com o fim de economizar, logo, os preços tendem a cair gerando inflação menor. A contribuição do governo, neste caso, tem sido exatamente oposta. Quando aumenta no mesmo mês o preço do gás de cozinha, e por várias vezes durante o ano o preço dos combustíveis e da tarifa de energia elétrica pressiona a inflação para cima.

Desse modo, demonstra-se que o mercado tem se movido sozinho, valendo-se de sua própria dinâmica, não é mérito do governo e muito menos da política.

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